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tempos difíceis

Economia brasileira no atoleiro

A maior economia da América Latina enfrenta seu maior desafio desde o início dos anos 1990, e a hora de mudar esse cenário é agora

Economia brasileira no atoleiro
País tem problemas muito maiores do que o governo está disposto a assumir (Reprodução/David Parkins)

O Brasil enfrenta seu maior desafio desde o início da década de 1990. A economia está se deteriorando, e o país tem problemas muito maiores do que o governo está disposto a assumir.

Para sair desse atoleiro o Brasil precisa de uma forte liderança política. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, é fraca. Ela venceu as eleições por uma pequena margem de vantagem. A base de seu governo está se fragmentando e, segundo a última pesquisa do Datafolha, a aprovação do seu governo caiu de 42% em dezembro para 23% este mês.

Esse cenário obrigou Dilma a admitir que para retomar o crescimento e a confiança dos investidores, o Brasil precisa de políticas voltadas ao setor de negócios. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi encarregado de estabilizar as contas públicas, mas sua missão não será fácil.

Junto com a nova equipe econômica do governo, Levy apresentou um pacote de ajuste fiscal que promete uma meta de superávit de 2% para este ano. Para isso, foram cortados os subsídios do setor energético e a gasolina votou a ser tributada. Levy também planeja acabar com empréstimos de bancos públicos a setores e empresas favorecidas. Os riscos do ajuste fiscal são claros. Qualquer erro pode levar o país à recessão e ao rebaixamento de grau de investimento.

Porém, ainda será preciso mais para que o Brasil retome o crescimento sustentável. É improvável que Dilma revise as arcaicas leis trabalhistas que ajudaram a minar a produtividade do país. Mas a presidente deve, ao menos, simplificar alguns impostos e cortar a burocracia desnecessária.

O Brasil não é o único país dos Brics a enfrentar problemas econômicos, e não está em uma situação tão ruim quanto a Rússia. Mas as agruras financeiras do país são mais profundas do que parecem. E a hora de consertá-las é agora.

Fontes:
The Economist-In a quagmire

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