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Recessão econômica

Economia do Brasil: melhor do que a Ucrânia

A economia brasileira sofreu uma retração em três dos últimos quatro trimestres

Economia do Brasil: melhor do que a Ucrânia
Excesso de feriados em 2014 prejudicou o crescimento da economia brasileira (Reprodução/Bloomberg)

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“Nós não estamos em recessão”, insistiu Guido Mantega, ministro da Fazenda, em 29 de agosto. De acordo com a definição mais comum – dois trimestres consecutivos de queda da produção –, ele está errado.

Os números oficiais divulgados no mesmo dia mostraram que o PIB caiu 0,6% entre o primeiro e o segundo trimestres (uma contração anualizada de 2,4%). A  produção também caiu 0,2% nos primeiros três meses do ano. A economia do Brasil sofreu uma retração em três dos últimos quatro trimestres.

A maioria dos analistas acha que ela não vai mais crescer este ano; um ano atrás eles esperavam um crescimento de 3%. Em 2015 a economia deve crescer apenas 1%. Nem mesmo Mantega pode negar que o Brasil está passando por uma fase difícil.

O governo culpa a fraca recuperação mundial da crise financeira de 2008 e 2009 e um excesso de feriados durante a Copa do Mundo. O banco Itaú avalia que a redução dos dias úteis foi responsável por metade da queda do PIB. A produção industrial subiu em julho, mas não o suficiente para compensar a queda de 1,4% em junho.

Quanto ao clima internacional, o Brasil tem ficado atrás dos outros três países do BRIC desde a crise, assim como do México, a segunda maior economia da América Latina.

Na verdade, das 44 economias monitoradas pelos indicadores da revista Economist online, entre os países que já divulgaram seus resultados do PIB no segundo trimestre, apenas Japão e Ucrânia se saíram pior.

De fato, o resto do mundo tem impulsionado o desempenho do Brasil: se não fossem as exportações, que subiram 2,8% no segundo trimestre, a contração teria sido ainda mais grave.

 

Fontes:
The Economist-Better than Ukraine

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1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    O objetivo é “despetizar” o Governo, para que a economia saia da mediocridade.

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