Início » Brasil » ‘Economist’ contesta Dilma: ‘impeachment não é golpe’
BRASÍLIA

‘Economist’ contesta Dilma: ‘impeachment não é golpe’

Revista inglesa diz que a situação da presidente pode se tornar insustentável e impossibilitar sua permanência no poder

‘Economist’ contesta Dilma: ‘impeachment não é golpe’
Revista inglesa descreve a presidente como 'uma convertida relutante' da austeridade (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A edição desta quinta-feira, 1º, da revista ‘Economist’ traz uma reportagem sobre as crises política e econômica do Brasil que começa com a seguinte analogia para explicar o caos que se instalou em Brasília: “Assim como os animais podem sentir o cheiro do medo nos seres humanos, os mercados financeiros atacam quando eles farejam paralisia ou divisão no governo.”

A revista lista as mazelas econômicas enfrentadas pelo governo —  a alta do dólar, a confusão do ajuste fiscal, o rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de risco Standard & Poor´s – e os associa aos problemas políticos – a perda da influência da presidente no Congresso, sua queda de popularidade, a Lava Jato. “Uma coisa está alimentando a outra”, diz. Em português, o título da matéria, “Dilma in the vortex”, seria algo como “Dilma no olho do furacão”.

Em seguida, a ‘Economist’ trata da questão do estelionato eleitoral. Após inflar a dívida pública a 60% do PIB com uma política fiscal frouxa em seu primeiro mandato, Dilma decidiu mudar o rumo da economia em seu segundo mandato, nomeando “o falcão fiscal” Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, explica. Para a ‘Economist’, no entanto, Levy subestimou a gravidade da recessão na economia.  E, fatalmente, quando o ministro se deu conta de que não conseguiria estabilizar as contas públicas apenas aparando algumas despesas federais discricionais e abolindo isenções fiscais, ele afrouxou seus alvos ao invés de anunciar cortes de gastos mais duros.

De qualquer forma, reconhece a ‘Economist’, o ministro não merece toda a culpa, pois a presidente não apoiaria um ajuste mais duro. A revista descreve a presidente como “uma convertida relutante” da austeridade.

“Ao  invés de por ordem na casa, a prioridade de Dilma agora é sua própria sobrevivência, semana a semana”, diz a revista, lembrando que no final deste mês o Tribunal de Contas da União pode rejeitar suas contas públicas do ano passado e o tribunal eleitoral está investigando se sua campanha de reeleição em 2014 se beneficiou de doações ilegais.

É por tudo isso que, a cada dia, vozes se unem ao coro pedindo o impeachment da presidente. “Há um risco real de que nos próximos meses a presidente reconheça que já não pode mais governar”, diz a ‘Economist’.

“Dilma afirma que seu impeachment seria um ‘golpe’. Isso é falso”, diz a revista. “No mínimo, seria um reconhecimento de que ela ganhou um segundo mandato com a falsa promessa de manter os gastos sociais”. A ‘Economist’ acrescenta, no entanto, que sem claras evidências de má conduta um impeachment seria uma medida profundamente divisora para o país.

“Dilma diz que, como ex-guerrilheira que sobreviveu a tortura, ela nunca irá ceder à pressão para renunciar. Mas se a crise econômica piorar, ela pode se ver em uma posição insustentável”. A revista cita uma recente pesquisa com 20 mil entrevistados, dos quais 64% achavam que Dilma não completa seu mandato. “Está começando a parecer que eles podem estar certos”, conclui a revista.

Fontes:
The Economist - Dilma in the vortex

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

9 Opiniões

  1. roberto disse:

    Quem é eleito por 54 milhões de votos,governa, e a situação da Dilma não tem nada de insustentável, pois o governo está funcionando e muito bem, fazendo obras de infraestrutura e tudo o mais. Só a transposição do rio SF,que já está feita em tempo recorde ,beneficiará 123.000.000 de brasileiros, sem falar nos polos navais espalhados pelo país, hidrelétricas, e até dezenas de estádios modernos de futebol, que existiam no resto do mundo mas aqui ainda eram do início do século 20.
    O governo anterior do sr. Fernando Henrique, não fez uma única obra, só pediu dinheiro ao FMI para pagar o “serviço” da dívida anterior contraída, vendeu estatais e sumiu com o dinheiro,não aplicando em nada, e não teve nenhuma citação de impeachment, mesmo tendo comprado políticos por 200.000,00 cada, que atualmente seria 1 milhão, para votarem sua reeleição.
    Impeachment na situação atual é mais que golpe, é crime de lesa pátria, por políticos de oposição, que não conseguem mais ganhar eleições, pelas razões acima e porque o povo “AINDA SABE O QUE ELES FIZERAM NO VERÃO PASSADO”,e porque não têm programa nem a mínima ideia do que fazer se fossem de novo governo.

  2. Sergio disse:

    Roberto, o pior cego é o que não quer ver.

  3. Eric disse:

    Sinceramente Roberto, enfia sua cabeça na terra, continue no conto de fada e acredite que ainda tem algo funcionando em brasilia, você é um ignorante isso sim, vai jogar clube penguim assistir novela ir em estadios e e ser ignorante porquê os estudados querem mudanças e vc não vai impedir

  4. Pablo disse:

    É Roberto, tenho que concordar com o amigo Sérgio.
    Transpor um rio que não tem água, seria inócuo. Ah e quanto aos estádios, a intenção deles é esta mesma, pois para um país que pensa com os pés, nada melhor que pseudo estádios. e crime, é esta irresponsabilidade com que esta senhora vem levando este país, mentindo descaradamente no período eleitoral, e agora morrendo de medo de perder a bocada. Sinceramente meu amigo, cai na real.

  5. Alex Possani disse:

    Não é possível que o Roberto não esteja sendo pago para escrever essas pérolas.
    Quem for ao nordeste verá que a transposição do São Francisco é uma farsa, não aconteceu na realidade, apenas no imaginário petista é que essa obra não serviu apenas para desviar dinheiro para Lula e sua gangue e nunca foi concluída.
    Quanto a Dilma ter sido eleita democraticamente eu discordo, primeiro aquela demora na contagem final dos votos que na última hora a fez disparar com os votos do N e do NE, lembrando que Toffoli, o ex-advogado do PT era o presidente do TSE e que finalizou a contagem a portas fechadas, utilizando-se da excelente tecnologia da venezuelana Smartmatic para transmissão e contabilização dos votos. Ainda a respeito de Toffoli, agora que o foco mudou para os processos contra a cúpula do governo e seus aliados, adivinhem só, o Toffoli foi para a STF, juntamente com o Lewandowski outro juiz “acima de qualquer suspeita”.
    Alguém não viu que a Dilma vetou o voto impresso?
    Por que será?
    Fora Dilma!!!
    Fora Lula!!!
    Fora PT!!!
    Fora PMDB!!!

  6. Beraldo Dabés Filho disse:

    A Economist é a porta voz da Direita Radical internacional. Uma Veja global, um lixo midiático.

  7. Apolonio Prestes disse:

    Beraldo Dabés, o eterno analfabeto, que se refere à Presidente da República como “presidentA”, volta a falar bobagem.

  8. helo disse:

    Não haverá impeachment, renúncia, milagre ou golpe como anuncia ou protesta a presidenta. Diz o leitor que FHC privatizou. Parte da mineradora Vale, hoje lucrativa para o atual governo, é nada perto da privatização sob Dilma/Lula. Vendem a Br-Distribuidora, afundam a Petrobrás, privatizam a exploração do pré-sal, estradas, portos, aeroportos, universidades, serviços na universidades, escolas, hospitais, mais médicos, e via BNDES emprestam para empresários como por ex. Eike, os inúmeros da Lava-jato, Dirceu ou a socialite Val a qual com o dinheiro comprou um porsche. Perdoamos as dívidas de países “amigos” e demos a Cuba um resort e o porto Mariel. Com tanta miséria por aqui, deveríamos dar presentes para os que pagam por ele. Deveriam cuidar dos portos no Brasil, acudir os estaleiros que desempregaram um monte de trabalhadores na área de Macaé. Só agora cortaram 5 milhões do Bolsa-família, por receberem indevidamente o benefício. Só agora viram? Confessam só agora a falta de fiscalização e responsabilidade com o dinheiro público? A única idéia Lula/Dilma contra a crise é dar ministérios para o PMDB e aumentar os impostos. Isto lembra a direita radical, alheia à miséria, possivelmente menos por maldade e mais por preguiça ou pobreza de idéias.

  9. André Luiz D. Queiroz disse:

    “Apolonio Prestes
    4 de outubro de 2015 às 10:41”
    Não, Apolonio! Beraldo Dabés não é analfabeto! Pelo contrário, ele já disse ter duas graduações de nível superior! Mas, sabe como é, apenas canudo de baixo do braço não garante um bom rendimento no mês….! Então, ele ‘defende’ algum ‘trabalhando’ como “web surfur chapa branca”! E por que não?, afinal, ele só está ‘vendendo o que é dele’…! Compra quem quer!! 😉

    “Sergio
    2 de outubro de 2015 às 10:37” ,
    “Eric
    2 de outubro de 2015 às 12:37”,
    “Pablo
    2 de outubro de 2015 às 12:50”,
    Ihh, gente! Nem se deem ao trabalho de contra-argumentar! ‘Enquanto houver verbas para o Secom’, haverá militância na Internet disposta “a pegar em armas”, digo, em teclado e mouse!;) para louvar o governo, Dilma, Lula “salve salve”, e avacalhar a oposição…
    Fazer o quê, né?!…

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *