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ESTADO PARALELO

‘Economist’ destaca conexões de Bolsonaro com milicianos

Revista destaca o aumento de poder de grupos milicianos e alerta que governo Bolsonaro ameaça fortalecer tais organizações criminosas

‘Economist’ destaca conexões de Bolsonaro com milicianos
Segundo o texto, presidente faz ‘vista grossa’ para a ascensão das milícias (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Referência entre liberais e uma das mais prestigiadas publicações do mundo, a revista Economist chamou atenção para o domínio das milícias no Rio de Janeiro, em um artigo publicado na última quinta-feira, 30.

Intitulado “Máfias controladas por policiais corruptos aterrorizam o Rio”, o texto destaca o aumento de poder por parte dessas organizações criminosas e alerta para as ligações do presidente Jair Bolsonaro e sua família com as mesmas. Segundo a publicação, o presidente faz “vista grossa” diante da ascensão de tais grupos, que hoje são, de fato, uma máfia.

O texto aponta que, em meados da década de 1990, milícias formadas por policiais militares corruptos começaram a tomar e lotear terrenos ilegalmente. As principais áreas de atuação são municípios da Baixada Fluminense.

“Por uma taxa, eles provêm transporte, água, gás de cozinha, televisão a cabo e internet. Mas eles também ostentam armamento pesado, promovem extorsão e ameaçam matar qualquer um que se oponha a eles”, diz o artigo.

O texto destaca que as milícias controlam, hoje, 384 km² do Rio de Janeiro – quase um quarto da Região Metropolitana do estado. “Esse território é lar de 2 milhões de habitantes. Diferentemente de traficantes, que também controlam boa parte do Rio, as milícias têm um estreito laço como o Estado”, diz o texto, destacando aspas do sociólogo José Cláudio Souza Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que diz: “Eles são intocáveis pela lei, porque eles são a lei”.

O artigo também destaca a frase dita por Bolsonaro, quando estava em campanha presidencial, em entrevista à Rádio Jovem Pan. “Tem gente que é favorável à milícia, que é a maneira que eles têm de se ver livres da violência. Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”, disse Bolsonaro.

O texto lembra que tais grupos são populares entre políticos por sua capacidade de angariar votos – vale ressaltar que grupos milicianos proíbem campanhas eleitorais de adversários políticos em seus territórios e coagem eleitores a apoiarem seus candidatos. Segundo a revista, os laços com a política facilita o desvio de dinheiro público, enquanto os laços com a polícia militar ajudam a obstruir investigações.

O texto cita os assassinatos da juíza Patricia Acioli, em 2011 – morta com 21 tiros, em uma emboscada, por conta de sua atuação implacável contra um grupo de milicianos em São Gonçalo – e da vereadora do Psol Marielle Franco, executada em março de 2018, em um crime orquestrado por milicianos contrários a sua atuação contra milícias.

O artigo lembra que o atual prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB-RJ), foi multado por cortar árvores em uma reserva natural para construir conjuntos habitacionais, e Chiquinho Grandão, vereador acusado, em 2010, de liderar um esquadrão da morte responsável por cerca de 50 execuções. Além disso, aponta para o recente caso envolvendo a queda de dois prédios na Muzema, construídos de forma ilegal e irregular por milicianos, e a prática de crime de furto de gasolina, através de perfurações de dutos, que em abril deste ano resultou em um vazamento que levou à morte uma menina de nove anos, que teve 80% do corpo queimado.

O texto alerta que as ações do governo do presidente Jair Bolsonaro podem fortalecer grupos milicianos. Um dos motivos é o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, que blinda de punição policiais que matem em serviço, em casos de “escusável medo ou forte emoção”. Outro fator é o decreto do presidente que expandiu o acesso a armas pela população.

O artigo finaliza destacando os laços de Bolsonaro com a milícia. “Em março, dois policiais foram presos acusados de ligação com a milícia da Zona Oeste [responsável pela execução de Marielle Franco]. Um deles morava no mesmo condomínio de Bolsonaro. Sua filha namorou o filho do presidente. Outro filho de Bolsonaro, Flávio, um senador pelo estado do Rio, empregou a esposa e a mãe de um policial foragido, acusado de liderar a mesma milícia [da Zona Oeste]. Flávio e o assessor que as contratou são investigados por lavagem de dinheiro envolvendo transações imobiliárias. Em 29 de maio, o tio da esposa do presidente Bolsonaro foi preso acusado de laços com uma milícia que promovia grilagem de terras, próximo a Brasília. Todos negam qualquer delito”., diz o texto.

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6 Opiniões

  1. Renato Cesar de Oliveira Moreira disse:

    Opinião “foice” e notícia. Estou desativando o link de vocês. Respeitava essa página mas, infelizmente,seus artigos estão totalmente norteados pela ideologia marxista (gramcista).

  2. Almanakut Brasil disse:

    A revista dos súditos predestinado a beijar os traseiros da realeza devia ter citado que desde 1994, PSDB e PCC evoluíram juntos, principalmente no estado de São Paulo.

    E que maior Organização Criminosa da história do Brasil tem laços com DITADURAS comunistas, radicais islâmicos, guerrilheiros, terroristas e tudo o que é PEÇONHENTO na face da terra.

    Falar o mesmo para “jornalista brasileiro” é perder tempo, porque agora que trigo e joio estão separados, o saldo sujo e fétido das universidades está sobre a balança.

  3. Max Mendes disse:

    Espero que haja processo judicial.

  4. carlos alberto martins disse:

    durante 20 anos o Brasil foi assaltado por governos corruptos e, o tal economist,ficou ficou mudo.é de se estranhar tal revelação justamente agóra que estamos procurando por a nação nos trilhos da credibilidade.uma pergunta:se o meu vizinho bater na mãe ,eu tambem serei culpado?

  5. wilson schmeiske disse:

    Não é novidade, todo munda já sabe. Infelizmente o Rio esta todo dominado. Uma cidade sem lei.

  6. jayme endebo disse:

    Mídia conspiradora, mentirosa e golpista seu fim está próximo.

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