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Grita Brasil

Eleições 2014: existe uma explicação para tudo isso!

E a explicação me veio em forma da frase, precisamente a do escritor francês Émile Zola: 'Que patifes, as pessoas honestas'

Eleições 2014: existe uma explicação para tudo isso!
A coluna Grita Brasil é publicada às quintas

Abro o jornal de hoje, quarta-feira, 1º de outubro, dia em que escrevo a coluna e me deparo com o título: “Disputa pelo 2º lugar é acirrada, com Dilma isolada na liderança.” “Dilma isolada na liderança”. Como assim? Essa nem assada eu como.

Dilma isolada na liderança. Reli a frase para ter certeza. Mas estava lá. Resolvi olhar a Folha de São Paulo (que também assino). “Dilma mantém vantagem”. Meu Deus. É o fim!

Fechei o jornal, olhei para a tela do computador, o cursor piscando e de repente me chegou, talvez, a explicação que eu tanto buscava. Ficou tudo claro. Cristalino. Transparente.

E a explicação me veio em forma da frase, precisamente a do escritor francês Émile Zola, que li no dia 29 de setembro, dia em que se comemora o aniversário de morte do escritor, que faleceu há 112 anos. A frase é de uma força atemporal: “Que patifes, as pessoas honestas”.

É isso. Como eu não tinha percebido essa verdade que sobreviveu ao tempo?

Tudo se explica nessa frase de cinco palavras. Nunca tão poucas palavras conseguiram explicar 12 anos de governo PT até o momento. E até outras coisitas mais.

Não é preciso nem filosofar. A frase é autoexplicativa. É ler e entender. Nem precisa da tecla SAP.

O povo brasileiro, que tem a visão mais tosca, mais míope, mais estrábica do que seja alguém com uma conduta ilibada, deve achar que, se a pessoa é honesta, não vai prestar. Quem é honesto é patife. Não há outra explicação. O autoflagelo pode ser também outra explicação. Ou pode ajudar a explicar o fenômeno de termos tantos patifes legítimos – que não são os da frase – no poder fazendo o que querem e até o que não querem, mas fazem porque deixam que ele faça.

Infelizmente ainda é assim que tem funcionado

O povo gosta de se vitimizar. O povo não pensa. Ele só vê o que o político tem para oferecer. Se existe algum benefício, ele esquece todo o resto. Ele não vê o todo. Não existe uma visão global. A visão de que, se o político rouba, um hospital deixa de ser construído, uma escola deixa de ser construída, um trem deixa de ser comprado, uma cidade deixa de ser saneada, uma estrada deixa de ser asfaltada, uma cidade continua sem luz e por aí vai. Não existe memória política do povo. Parece que na época da eleição, os eleitores são possuídos por alguma síndrome ou algum vírus que apaga o HD de cada um e aí… Bem aí você já sabe o que acontece. E para piorar, os políticos sabem disso.

Se acontecesse dessa memória não ser apagada, acho que em duas eleições conseguiríamos limpar um pouco a política.

O povo também não aprendeu que não deve decidir nada por um simples debate entre candidatos. Geralmente, esses debates são embates com acusações, troca de ofensas. O povo não aprendeu a ver que, por mais que um candidato prometa o céu, a terra e o mar para o eleitor, este não tem o poder de sozinho te dar nada do que ele prometeu. O povo deveria avaliar com quem ele anda, quem o apoia, pois todas essas promessas vão depender de muitas outras pessoas. O povo deveria, para votar de forma mais honesta, procurar o que aquele candidato já vez na sua vida política. A grande maioria já tem um passado, investigue o passado. O que deveria importar é o que aquela pessoa já fez. O que irá fazer são outros quinhentos. Ainda mais nos dias de hoje quando se tem a informação no toque dos dedos. Salvo quando alguém do Palácio do Planalto não resolve modificar algumas informações, como foi feito no perfil do Wikipédia de alguns jornalistas. Mas não é um caso comum. É raro.

Então, nos dias de hoje, teríamos todas as condições de fazer uma eleição mais limpa e, com ela, tentar ir limpando o mar de lama que virou o mundo político brasileiro. Mas para isso, teríamos de ter um povo menos preguiçoso, que não se contentasse com alguns mimos em troca de votos. Um povo que dissesse ‘agora basta’ e buscasse o que é melhor. E principalmente, que descobrisse que o patife de verdade, não é honesto. O patife é o patife.

E enquanto o dia 5 de outubro não chega – parte 1

Será que ainda há esperança? Bem, se você acha que é a Dilma, que adora lançar um PAC novo sem nem mesmo o anterior ter sido finalizado, se liga aí.

Na área da Saúde (com letra maiúscula somente por uma questão de regra ortográfica, pois ela está tão caquética que devemos escrever em letra minúscula mesmo), o Conselho Federal de Medicina (CFM) disse que das 23.196 ações prometidas na segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) – e o que até hoje eu não entendi é a razão da palavra aceleração já que a cosia vai lenta – 37,2% não tinham nem saído do papel ainda até abril desse ano. E somente 16,5% foram realmente concluídas. Ou seja, é o que temos para hoje. E talvez para os próximos quatro anos. Deus queira que não. Mas, na verdade, não é ele quem tem que querer ou não querer.

E enquanto o dia 5 de outubro não chega – parte 2

É....hum....o que acontece....é..... obrigada

 

Com o avanço de Dilma nas pesquisas, a Bolsa de Valores despencou e o dólar atingiu o maior patamar desde dezembro de 2008. Ou seja…

Estou curioso para saber de quem será a cabeça que o governo vai pedir por causa disso! Depois vão querer que eu aceite que a demissão da analista do Santander, Sinara Polycarpo Figueiredo, que em um relatório feito para alguns clientes alertou para o fato de que, se a Dilma fosse reeleita, a economia iria sentir na pele as consequências, não teve nenhuma influência política. Me engana que eu não gosto.

Ou, no final das contas, vão querer dizer que foi uma simples coincidência, mas que isso não reflete a verdade.

Quem viver verá! Mas será que vamos querer estar vivos para assistir a isso tudo?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

 

 

16 Opiniões

  1. Beraldo Dabés Filho disse:

    Ventinho pra cá, Marina, ventinho pra lá Aécio. O jovem Armínio Fraga vai nos levar de volta ao FMI e a reeleição instituída por FHC se tornou herança maldita. Na oposiçãozinha direitista radical incompetente, uns não sabem o que querem e vem com desculpa esfarrapada, na base do “penso, logo posso mudar de opinião”. Outros não sabem escrever o que pensam, atropelando a língua pátria. Estes últimos, se soubessem, “talvez percebessem” grotescos erros gramaticais e ortográficos que cometem. Os dois pontos (:), aprendidos na fase de alfabetização, ainda existem, “apesar” de serem ignorados já no introito de certos comentários. Eita!!!!!.
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  2. Everton disse:

    Ao Sr. Francisco Lucena. A pesar de demonstrar certa capacidade de se expressar e até algum conhecimento histórico, me parece que o sr. tem dificuldade na simples interpretação de texto, ou então, não leu o texto acima. Se o sr. ao menos o tivesse lido, o que me parece não ser o caso, talvez perceberia que os patifes mencionados pelo autor são os políticos desonestos e mentirosos e não a população. Eu fico espantado com a capacidade dos esquerdistas em distorcerem as palavras dos outros até se tornarem mentiras para eles usarem contra quem as proferiu. Me parece que as pessoas quando entram para a militância esquerdista passam por algum estágio de treinamento e condicionamento para aprenderem a mentir, dissimular e enganar a pessoas. É impressionante como isto é constante nos discursos esquerdistas.

  3. helo disse:

    Gente jovem que promete ter só um mandato, é a nossa chance de mudar para melhor. Agora é Aécio.

  4. paulo caetano disse:

    Em analise ao resultado da votação para presidente, ir para segundo turno, Dilma/Aécio, é devido ao direcionamento da imprensa nas pesquisas, colocando Dilma em 1º disputando com Marina em 2º o que não era real. O povo optou em votar na Dilma do que votar na Marina ou Aécio para não perder o voto. Só que agora entre Dilma e Aécio o povo tem um candidato confiável para eleger que é o Aécio, não tendo como a imprensa mudar o rumo.
    É a realidade!

    Grato!
    PC

  5. helo disse:

    Lucena, é cada vez mais difícil acompanhar a políticas e os larápios. A charge do Caruso hoje foi boa: “Não é a política que faz o candidato ladrão. É o seu voto que faz o ladrão virar político”. Hoje vamos dar um basta à corrupção.

  6. helo disse:

    Quem não muda as idéias, fica parado, não avança, é inflexível, é rígido. Nada mais parado do que a morte. Estou viva, estou jovem e mantenho a fé só na religião, No resto, na profissão e na política me orgulho de ter dúvidas, me informar e ter coragem de mudar. Tanto interesse, tanta emoção na hora de votar, mas a política parece cada vez mais previsível quanto mais poder, propaganda e má fé tomam a frente.

  7. Beraldo Dabés Filho disse:

    A oposiçãozinha incompetente muda de candidato como as nuvens mudam de lugar. Um ventinho pra cá, Aécio, um ventinho pra lá, Marina. Até ontem anoitecendo Marina, logo depois com mais uma “ibopada” divulgada, Aécio novamente. Eita!!!!!! A Marina não é nada e o Aécio é tão fraco, que perde para a Dilma até mesmo em Minas Gerais, onde o seu governo teria tido 92% de aprovação”(?). A Marina seria o desgoverno e o Aécio a volta do FHCismo.
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  8. helo disse:

    Reflitam: O PT passou 12 anos comparando e se esquecendo de que a estabilidade e o Bolsa não foi ele que criou. Teve a virtude de mantê-los no começo e tempo para ampliar o Bolsa. Surgiu a classe C. Porém já no segundo mandato o governo se afundou na corrupção e só se ocupou disso. A inflação voltou, a Petrobrás desmontou, as dívidas aumentaram, Educação e Saúde ao léu, muito protesto, muita insatisfação, muita insegurança, muita propaganda enganosa, o panamenho Dirceu podendo advogar o Joaquim Barbosa não. Festejam os banqueiros, as empreiteiras, os Collors, Jaders, Lulinhas, Sarneys, mensaleiros, Delúbios, Roses, Idelis, Gleisis, Mantegas, Padilhas (lista sem fim) 10 ministros e petistas de estatais que renunciam e não são demitidos. Não há crime, só malfeitos. Não posso acreditar que os petistas que escreveram acreditam na propaganda da Dilma que diz que Marina vai governar para os banqueiros e privatizar a Petrobrás. Esse projeto petista é pequeno e o resultado é ruim. Se é para ter um governo de esquerda e sem populismo o voto é MARINA.

  9. Beraldo Dabés Filho disse:

    Leiam FRANCISCO LUCENA e reflitam sobre quem são os verdadeiros patifes…
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  10. Rosa Maria disse:

    Francisco Lucena, suas palavras me dispensam de qualquer comentario. Sinto-me completamente gratificada.
    PARABENS!

  11. marcos silva disse:

    Bem é facil falar mal do governo da Dilma, mas infelizmente quando comparamos o seu governo com outros, ou seja vejamos o que foi feito pelo povo durante esse governo comparado aos outros entendemos a pesquisa. Quanto a questão da saúde e educação muitas ações depende das prefeituras que infelizmente administram as verbas liberadas pelo governo federal e são governadas por toda sorte de partidos, alguns inclusive como na minha cidade que é governada pelo PSDB os funcionarios publicos não recebem auxilio transporte, a população tem muita dificuldade para marcar consulta no posto de saúde e ainda reformam os predios somente com pintura da cor do partido…..

  12. Francisco Lucena disse:

    Depois de ler e refletir sobre a crítica feita por Claudio Schamis, nesse texto, me vem algumas idéias. Primeira idéia, o povo brasileiro não me parece tão patife assim, como é tratado no conteúdo acima mencionado. Em todo o período da Organização Social e Política do Estado Brasileiro, que compreende as gestões Tomé de Souza até a segunda gestão de Fernando do Henrique Cardoso, passando pelos reinados, império, repúblicas (antiga e nova) ditaduras (Estado Novo e Ditadura Militar). Tendo vivido todo tipo de atrocidade e humilhação, o Povo Brasileiro errou, acertou e concluiu que as elites dominantes sempre enganaram, mentiram, traficaram, corromperam e destinaram as riquezas nacionais para locupletar os famintos interesses dos monopólios e oligopólios, nacionais e internacionais. Em detrimento dos direitos e necessidades da maioria, sempre marginalizada.

    O presidente LULA e a Presidenta Dilma Rousseff conseguiram assimilar os desejos e aspirações da maioria da população, sedenta de participação, de justiça e de cidadania. Foi nesse último período que aproximadamente 30% da população brasileira saiu da extrema pobreza e parte dela ingressou na classe média. Acho que seria, talvez, uma demonstração de humildade e inteligência às “históricas elites dominantes” perceberem que a consistência e ascendência da Presidenta Dilma na disputa pela reeleição.

    A mídia e os profissionais da imprensa deveriam ser mais comedidos para não sofrerem avaliações imponderáveis, diante de posturas parciais e até ingênuas, achando que as pessoas, nesse momento da história, sejam tão desinformadas e ignorante ao ponto de não conseguirem fazer a distinção entre a marginalização do passado e ascensão social e econômica no presente. Francamente, não dá para aceitar calado, esse tipo de mediocridade.

  13. maurico c. costa disse:

    Por favor quando falarem o governo inclua os deputados e senadores, e onde esta a oposição que tambem não fiscalizou o governo, afinal quando votamos nos deputados e senadores da oposição nos o colocamos la para fiscalizar o governo, o seu Aecio psdb oposição não fez nada de fiscalizar, de denunciar,etc.
    Agora vem falar de escandolo da petrobras, obras super faturadas etc, agora não adianta pois quando estava ocorrendo os escandalos escondidos garanto que ele mais os outros de oposição teria toda as condições de barrar, e ter denunciado, agora vem de lobo vestido de pele de carneiro.

  14. troiano disse:

    Eu leio e não acredito que isto esteja acontecendo, não é possível que esse povo não acorde desse sonho hipnótico que avassala o país:

    “O povo gosta de se vitimizar. O povo não pensa. Ele só vê o que o político tem para oferecer. Se existe algum benefício, ele esquece todo o resto. Ele não vê o todo. Não existe uma visão global. A visão de que, se o político rouba, um hospital deixa de ser construído, uma escola deixa de ser construída, um trem deixa de ser comprado, uma cidade deixa de ser saneada, uma estrada deixa de ser asfaltada, uma cidade continua sem luz e por aí vai. Não existe memória política do povo. Parece que na época da eleição, os eleitores são possuídos por alguma síndrome ou algum vírus que apaga o HD de cada um e aí… Bem aí você já sabe o que acontece. E para piorar, os políticos sabem disso.

    Se acontecesse dessa memória não ser apagada, acho que em duas eleições conseguiríamos limpar um pouco a política.”(Claudio Schamis)

  15. Vitafer disse:

    Faço minhas as palavras do escritor Francês: “Que patifes, as pessoas honestas”

  16. Edson disse:

    Se continuar neste rumo, somente uma revolução para tira-los de lá. Os gatos sairam, os ratos dominaram…

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