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Contas no vermelho

Em ano eleitoral, governo Dilma embarca em uma onda de gastos

Gasto excessivo do governo Dilma em ano eleitoral deixou as contas públicas no vermelho, e fez o desespero tomar conta do mercado financeiro

Em ano eleitoral, governo Dilma embarca em uma onda de gastos
Se reeleita, Dilma não terá outra opção a não ser controlar os gastos (Reprodução/Internet)

O período eleitoral fez o governo Dilma esbanjar dinheiro. Esse excesso de gasto ficou claro no dia 30 de setembro, quando foram apresentadas as contas públicas de agosto.

Leia mais: Brasil registrou o 3º maior déficit externo do mundo em 2013, diz FMI

O déficit primário de mês, o 4º consecutivo do ano, ficou em R$ 14,4 bilhões. No acumulado do ano, o superávit primário ficou em R$ 10,205 bilhões, o que representa 0,3% do PIB. O total é bem menor do que os R$ 54 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

A maior parte da verba arrecadada veio dos estados. O governo federal contribuiu com apenas R$ 1,5 bilhão, um percentual irrisório de 0,5% do PIB. O resultado foi o pior desde 1998 e tornou impossível para o governo cumprir a meta de superávit estabelecida para 2014, de um 1,9% do PIB.

Talvez por isso, o desespero tenha tomado conta do mercado financeiro brasileiro quando, na semana passada, Dilma apresentou melhora nas pesquisas de intenção de voto. No dia 29 de setembro, o Ibovespa caiu 5,17%, enquanto o dólar chegou a R$2,46, o maior patamar desde 2008.

Se o Brasil quiser retomar o crescimento e manter a taxa de investimento alta, o próximo governo terá de reverter essa tendência. A candidata Marina Silva promete mais responsabilidade fiscal, ao menos na teoria. Aécio Neves, o candidato mais bem visto pelos economistas, também promete o mesmo.

Para Mauro Leos, analista da Moody’s responsável pelo rating da América Latina, um governo Marina não seria muito diferente de um segundo mandato de Dilma. Se reeleita, Dilma não terá outra opção a não ser controlar os gastos. Se Marina ganhar as eleições, será pressionada por setores sociais a afrouxar o controle previsto em seu programa de governo.

Porém, se Marina for eleita receberá estímulo de investidores, o real seria fortalecido e as contas do governo apresentariam melhoras. Já a vitória de Dilma traria para o governo pressões econômicas que tornariam necessárias reformas financeiras ainda mais complexas.

Fontes:
The Economist-A final splurge

4 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Joma Bastos,
    “O Brasil está subdesenvolvido pela má governação dos últimos anos.”… — sim., dos últimos 500 anos! Ou quase: na verdade, o Brasil do Segundo Império reunia condições de tornar-se uma nação desenvolvida, mas, como sabemos, veio a República — muito mais um golpe de estado do que por um ‘clamor democrático’, e os rumos do governo ficaram atrelados e submissos aos interesses das oligarquias ruralistas, depois substituídas por outros grupos econômicos, sem consolidar políticas de desenvolvimento do país. Até tivemos ciclos de mais democracia e mais desenvolvimento, mas falta-nos instituições mais sólidas e mais escolaridade ao povo em geral, para que não seja refém do sistema político de nossa ‘democracia representativa’ que perpetua as mesmas ‘lideranças’ de sempre no poder, e que não tem nenhum projeto senão o de perpetuarem-se no poder!…
    Eu penso assim!

  2. Ludwig Von Drake disse:

    É evidente que madame iria raspar o cofre para se reeleger

  3. helo disse:

    Chega de Dilma, será vencida no segundo turno.

  4. Joma Bastos disse:

    O Brasil está subdesenvolvido pela má governação dos últimos anos. Vivemos em estatísticas de mentira para esconder a verdade do descalabro Econômico e Social.

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