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Em Dallas, Bolsonaro se reúne com líderes conservadores

Antes de receber prêmio de ‘Personalidade do Ano’, Bolsonaro se reuniu com o senador republicano Ted Cruz e com o ex-presidente George W. Bush

Em Dallas, Bolsonaro se reúne com líderes conservadores
Bolsonaro se reuniu com o ex-presidente Bush na última quarta-feira (Foto: Jair M. Bolsonaro/Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro se encontrou com líderes conservadores em seu primeiro dia em Dallas, no Texas, Estados Unidos. Os encontros, que incluíram uma reunião com o senador republicano Ted Cruz e com o ex-presidente republicano George W. Bush, ocorreram na última quarta-feira, 15.

Além de Cruz e Bush, Bolsonaro também se encontrou com os governadores do Texas, Greg Abott, e de Oklahoma, Kevin Stitt, ambos republicanos. Com Cruz e os governadores as conversas priorizaram possíveis parceiras comerciais, principalmente na área de aviação.

Já com Bush, o principal tema da conversa foi a situação de dois países sul-americanos: Venezuela e Argentina. Enquanto com os venezuelanos o tom da conversa foi sobre a situação atual, sobre a Argentina Bolsonaro e Bush falaram sobre a possível volta de Cristina Kirchner no poder.

“Na Argentina há a possibilidade de voltar a senhora ex-presidente e, em voltando, nós podemos correr o risco de, apesar de a economia deles não estar indo bem e o populismo voltar àquele local, nós termos uma nova Venezuela no sul da América do Sul. […] Sabemos da dificuldade da Venezuela voltar à normalidade. Mas, mais importante do que fazer um gol é evitar outro, e esse gol contra seria a Argentina voltando para as mãos da Kirchner”, afirmou Bolsonaro, segundo noticiou o jornal Globo.

Pelas redes sociais. Bolsonaro classificou a conversa com Bush como “saudável e produtiva”. Em seguida, respondeu a uma postagem do senador Cruz, afirmando que o encontro com o parlamentar foi um “um grande prazer”. Na postagem, Cruz escreveu:

“Heidi [esposa de Cruz] e eu jantamos com Jair Bolsonaro no TX [Texas], depois de [Bill] De Blasio ter desconvidado ele de NYC [Nova York]. Depois de anos de tensão entre líderes no Brasil e Estados Unidos, é bom para o Hemisfério Ocidental ter um presidente brasileiro que quer ser um forte aliado dos Estados Unidos. Nós estendemos a mão da amizade”.

Anos de tensão?

Apesar de Cruz citar anos de tensão entre presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, as relações dos presidentes de ambos os países foram amistosas nos últimos 20 anos.

Os ex-presidentes Fernando Henrique e o democrata Bill Clinton tinham uma boa relação. Em 2015, Clinton classificou FHC como uma das “quatro ou cinco pessoas mais extraordinárias” que já conheceu. Os chefes de Estado demonstraram afinidade durante seus respectivos governos.

Lula e Bush, apesar de serem de partidos com agendas por vezes divergentes – já que o Partido Republicano é considerado mais conservador e o PT está posicionado mais à esquerda – também mantiveram uma boa relação. Depois de um encontro na Casa Branca, ocorrido em 2002, os assessores de Bush destacaram a longa conversa entre os então presidentes, que durou mais de uma hora. Segundo os assessores, isso era extremamente raro. Eles apontaram que a relação tinha “empatia e química”.

Com o democrata Barack Obama, a relação de Lula foi ainda melhor. Em diferentes oportunidades o ex-presidente americano elogiou o ex-chefe de Estado brasileiro, classificando Lula como “o cara” e o “político mais popular do mundo”.

A sucessora de Lula, Dilma Rousseff, também manteve uma boa relação com Obama. Em 2015, o americano afirmou que não via o Brasil como um poder regional, mas como uma potência mundial. Mais tarde, a boa relação estremeceu diante da polêmica sobre a possível espionagem dos EUA a governos estrangeiros. Obama, então, assumiu toda a responsabilidade, mas Dilma o eximiu da culpa.

Agenda presidencial

Enquanto a última quarta-feira foi reservada para diálogo com líderes conservadores, nesta quinta-feira, 16, Bolsonaro vai se reunir com CEOs empresariais. Pela manhã, o presidente brasileiro vai se encontrar com o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, e com o CEO da AT&T, Randall Stephenson.

Em seguida, Bolsonaro participará do almoço no qual receberá o prêmio “Personalidade do Ano”, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Mais tarde, o presidente brasileiro vai gravar um podcast com James Falk, presidente regional da World Affairs Council, uma organização sem fins lucrativos.

O retorno de Bolsonaro para Brasília está previsto para a noite desta quinta-feira, com o presidente brasileiro chegando a território brasileiro na próxima sexta-feira, 17.

Fontes:
O Globo-Em jantar, Bolsonaro encontra governadores, senadores e líderes conservadores

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