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Em duas décadas, Rio registrou 92 mil desaparecimentos

Entre 1991 e 2013 cerca de 92 mil pessoas sumiram. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública, 15 pessoas desaparecem por dia no estado

Em duas décadas, Rio registrou 92 mil desaparecimentos
Desaparecimento do ajudante de pedreiro, Amarildo de Souza trouxe à tona uma triste realidade (Reprodução/Internet)

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O caso do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que sumiu após ser abordado por policiais na Rocinha, trouxe à tona o problema dos desaparecimentos no Rio de Janeiro.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), em média 15 pessoas desaparecem por dia no estado. Entre 2007 e 2013, foram feitos 34 mil registros de desaparecimentos, sendo 41% na capital.

Leia também: Ministra diz que polícia é principal suspeita no desaparecimento de Amarildo

Na última terça-feira, 13, durante um ato feito na escadaria da Alerj, o coordenador da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que o número oficial de assassinatos no estado não reflete a realidade. “A estatística oficial de homicídios dolosos está aquém da realidade. O Rio está coberto de cemitérios clandestinos. A Baía de Guanabara está repleta de corpos ocultados. Há um número incontável de desaparecidos”, disse Costa.

No momento do ato, uma audiência pública sobre os desaparecimentos sem explicação era realizada na Assembleia. O sociólogo Fábio Araújo apresentou uma pesquisa sobre desaparecimentos forçados feita com base em dados do ISP. Segundo o sociólogo, entre 1991 e 2013, o estado registrou 92 mil casos de desaparecimentos. Já o sociólogo Gláucio Soares, também do ISP, argumentou que muitos dos desaparecimentos são temporários e voluntários e que os números registrados não são confiáveis. “Trata-se de um grande problema, pois não dão baixa nos registros das pessoas que reaparecem. Isso não é feito porque muitas vezes as pessoas têm medo de procurar a polícia”, disse Soares.

O Deputado Marcelo Freixo (PSOL) propôs a criação de um grupo de trabalho, reunindo parlamentares, Ministério Público, ISP, Polícia Civil e Secretaria de Segurança, para orientar parentes de desaparecidos. Participaram da audiência parentes do pedreiro Amarildo e da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida em julho de 2008.

Fontes:
O Globo- Estado do Rio registra quase 92 mil desaparecimentos em 22 anos

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4 Opiniões

  1. Mauricio Fernandez disse:

    Esses são os números oficiais. Nunca se matou tanto no Brasil. Onde estão os ditadores?

  2. Roberto1776 disse:

    Mas bah, tchê, não consigo me lembrar do nome do meu conterrâneo que transformou o Rio de Janeiro de CIDADE MARAVILHOSA em SANTUÁRIO DE TRAFICANTES E BICHEIROS.
    Também não consigo lembrar o número de terroristas desaparecidos durante a ditadura militar. Foram 200 ou 300?

  3. Mauricio Fernandez disse:

    Na mídia existe a “pauta” e nos governos os números oficiais disso e daquilo. Em ambos os casos tudo está longe da verdade. Não sei se durante a ditadura militar desapareceram 300 ou 3.000 mas 92.000 em duas décadas, números oficiais, sugerem muito mais. Se, não for interessante ainda podemos optar pela “pauta” – aquilo que nos é oferecido todos os dias pela mídia e veremos que 92.000 está bem abaixo do razoável. Existem guerras matando menos.

  4. Áureo Ramos de Souza disse:

    Se uma pessoa desaparece e sabe-se que foi por policiais e depois aparece eles irão dizer que apareceram? se disserem desaparece de verdade pois tem que contar o que aconteceu e se contar morre. Sim e cadê o AMARILDO a rota do carro a Globo mostrou, e aí o que diz a policia da UPP? Vai enganar a outro besta pois amim cabra-da-peste não..!

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