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Em reunião urgente no domingo, Dilma patina em gelo fino

Foi reservada, mas não secreta, a reunião que Dilma promoveu domingo à noite no Palácio da Alvorada. Na pauta, a delicada relação com a Câmara dos Deputados, que tem feito o Planalto sofrer sucessivas derrotas

Em reunião urgente no domingo, Dilma patina em gelo fino
A acelerada deterioração do cenário político pode não contemplar um impeachment. Mas compromete a economia, piorando as condições de governabilidade (Foto: Palácio do Planalto)

Foi reservada, mas não secreta, a reunião que a presidente Dilma promoveu ontem à noite no Palácio da Alvorada. Como nunca antes na história deste país um presidente foi tão impopular, nunca antes se fez uma reunião ministerial num domingo, às 19h30.

Participaram da cúpula o vice-presidente Michel Temer, articulador político do Planalto o ministro da Aviação Civil, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Eduardo José Cardozo (Justiça), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Gilberto Kassab (Cidades), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Eduardo Braga (Minas e Energia), Ricardo Berzoini (Comunicações) Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Jaques Wagner (Defesa) e também o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) e o senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso.

Na pauta, a delicada relação com a Câmara dos Deputados, que tem feito o Planalto sofrer sucessivas derrotas, inclusive em matérias relacionadas ao ajuste fiscal.

Depois de aprovadas – a toque de caixa – as contas dos ex-presidentes Itamar Franco (1992), Fernando Henrique Cardoso (2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2006 e 2008), abre-se o caminho que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, queria: a apreciação das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, sobre as quais pesam as acusações das “pedaladas fiscais”.

A acelerada deterioração do cenário político pode não contemplar um impeachment. Mas tal velocidade compromete a economia, piorando as condições de governabilidade.

Perdida qualquer possibilidade de negociação com o presidente da Câmara, resta a estratégia de beijar a mão do Senado Federal para barrar o avanço das propostas negativas. Na noite da última quinta-feira, inclusive, Dilma pediu ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, para ajudar o Planalto a desarmar uma série de “bombas fiscais” em tramitação no Congresso Nacional.

A presidente patina em gelo fino e busca apoio de um senador que só escapou de uma cassação porque renunciou e já está com o nome envolvido no Petrolão por ter recebido alguns pixulecos.

Nesta segunda, a presidente amanhece no Maranhão. Que não se aconselhe com os políticos de lá.

 

1 Opinião

  1. Markut disse:

    Para esse estado de decomposição institucional a que o país chegou, depois dos desmandos destes últimos 12 anos, que, diga-se, nós todos temos a nossa parcela de culpa, a perda de credibilidade do lulo petismo e do seu poste apagado é irreversível.
    Essa mulher e o seu dilmês não convencem mais, nem a velhinha de Taubaté.
    O inesperável ato de grandeza que lhe caberia , para uma, ainda que pobre ,redenção, será a sua renúncia , o reconhecimento tácito, já que nunca haverá de confessar, da sua total incapacidade para o cargo e do gigantesco prejuízo que o seu desgoverno provocou ao país.

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