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Embargo russo à carne bovina europeia põe produtores contra o Brasil

O Brasil manteve sua participação de 42,7% nas importações europeias da mercadoria

Embargo russo à carne bovina europeia põe produtores contra o Brasil
As exportações de carne de produtores europeus para o país devem ser nulas no quarto trimestre (Reprodução / Internet)

O embargo da Rússia aos produtos de carne bovina europeus fez com que o preço das mercadorias caísse nos 28 países membros da União Europeia. O primeiro país beneficiado com isso foi o Brasil, que é alvo de críticas do mercado interno. O país manteve sua participação de 42,7% nas importações europeias da mercadoria.

A crise fez com que os produtores europeus pedissem subsídios em caráter de urgência para conseguirem expandir seus mercados. Eles querem também retaliações contra Moscou pelas sanções decorrentes do conflito com a Ucrânia. A justificativa, segundo o presidente do grupo Copa-Cogeca, que representa milhares de pecuaristas dos países da UE, é de que os preços caíram na região pelo embargo russo, que é motivado por razões políticas.

Segundo o jornal Valor, entre janeiro e agosto deste ano, as exportações europeias de carne bovina para a Rússia tiveram um aumento de 80,4%. Cenário muito animador em comparação ao mesmo período do ano passado, em que as exportações declinaram. A expectativa era elevar ainda mais as vendas no último trimestre do ano, por conta das festas de fim de ano. Mas, ao contrário do esperado, as exportações de produtores europeus para o país devem ser nulas. Além disso, o preço das vacas na Europa teve queda de 7% e o leite também foi impactado. Em uma tentativa de amenizar a situação os pecuaristas abateram mais vacas leiteiras, o que acelerou ainda mais a queda dos preços.

As exportações brasileiras para a UE, entretanto, foram mantidas no mesmo patamar, enquanto países como Uruguai, o segundo maior exportador, e Argentina tiveram retração de 9,6% e 15,7% respectivamente. Mas os pecuaristas europeus alertam que, apesar de ser o grande beneficiário do embargo russo, o Brasil não tem condições de fornecer todo o produto desejado. Moscou precisa diversificar  as origens do produto abrindo o sue mercado para países como Paraguai, Índia, Mongólia e Zimbábue.

Os produtores europeus acreditam que as exportações brasileiras para Europa começarão a declinar pelo simples fato de o preço do produto europeu ter cotação menor que o preço brasileiro – que aumentou expressivamente. A competitividade brasileira entrará em queda.

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    E aí vem a nova união soviética com uma nova guerra fria… desta vez com o Brasil à mistura.
    Mas como não temos sustentabilidade suficiente, vamos passar a comer ovo.
    A Europa tem imensos contratos de importação de produtos brasileiros, que possivelmente muitos não serão renovados, e então os valores das nossas exportações podem sofrer muitos revezes.

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