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GRITA BRASIL

Enfim, o fim do ano!

Sobrevivemos. É esse o sentimento que tenho deste maldito ano. Em todos os aspectos

Enfim, o fim do ano!
A coluna Grita Brasil é publicada às quintas

Que ano difícil. Que ano perdido. Que ano desesperador. Que ano sem o oferecimento de alguma esperança para o próximo que já bate à porta que acho será um ano perdido. Um ano em que nada de concreto vai acontecer. Um ano em que nossos políticos vão tentar ficar na deles, que não irão querer se comprometer com votações polêmicas, pois isso pode acabar com a vida boa de político que ele almeja ter por mais quatro anos. O próprio Congresso vai tratar disso, não irá querer se comprometer com nada.

Sempre tento deixar claro que não sou um pessimista de plantão. Me considero sim, um realista. A realidade que vejo no meu dia a dia e até no dia de outras pessoas. Não a realidade talvez um pouco fabricada que tenta induzir o individuo de que o país está melhor.

Sejamos honestos, por favor.

Eu teria um desejo, gostaria que apesar do natal já ter passado e do Papai Noel já estar longe, que esse ano servisse de aprendizado, de exemplo, de base para que no próximo ano, façamos algo realmente que possa ter impacto em nossas vidas nos próximos anos.

Esqueçam o futebol, o Carnaval, a Copa do Mundo. Foquem em nossas, suas vidas. Sejamos menos egoístas. Vamos direcionar o nosso foco para coisas importantes: nossas vidas. Será que repetindo isso a coisa entranha em sua mente?

O ano que se avizinha é um ano eleitoral, um ano em que a princípio não temos grandes opções no quesito presidente, talvez nenhuma, mas temos a chance de limpar o Congresso. Mas infelizmente a história nos mostra que sempre que tivemos essa chance ela foi jogada no lixo. O povo não pode ficar mais apático e nem subserviente. Temos que mostrar a nossa força e nosso poder. Depois, não adianta ficar batendo panela e nem chorando pelo leite derramado misturado na lama produzida por essa raça de políticos.

Chega essa época é tempo de fazer planos, promessas, mas de nada adianta se não colocarmos a mão na massa. Não adianta planejar e ficar em casa vendo Netflix – que amo – não adianta prometer e no meio do caminho perder o foco, ou comer só aquele brigadeirinho – no caso de quem prometerá começar uma dieta.

Eu resolvi esse fim de ano não fazer muitos planos baseado no que estou vendo e vislumbrando. Estou muito com os dois pés no chão. Agora, perguntar o que eu desejaria, aí é diferente. E já que eu perguntei para mim mesmo, eu gostaria de um emprego normal, carteira assinada, férias remuneradas, 13º salário. Essa vida de motorista de apps é cruel e desgastante. Estou pagando minhas contas? Sim. Estou conseguindo pagar meu plano de saúde? Sim. Estou pagando o financiamento do meu carro? Sim. Vou a uma churrascaria, a um Outback? Sim. Viajar? Fica mais complicado. Tem vantagens esse trabalho? Sim. Mas abriria mão desse trabalho para que me devolvesse um pouco a minha vida. Queria voltar a ler. Queria voltar a ter fins de semana. Queria voltar a viver. Tem alguma vantagem? Sim. Se quiser não trabalhar hoje, agora, eu não trabalho. Se eu quiser ir no cinema, marcar um médico, não preciso falar com meu patrão. Eu simplesmente vou. Mas, o ônus disso é isso, uma vida menos vivida.

Não vejo que seja um ano para se fazer nenhuma retrospectiva. Nem tem muito o que “restropectar”.

Mas se servir de exercício para algumas pessoas lembrarem quem é quem, o que aconteceu, que “retrospectem”. Mas façam isso como um exercício. Não precisa que todos soframos novamente com esse capítulo da nossa história que foi o mais terrível de todos os tempos. Ou pelo menos, dos últimos anos.

Desejo uma passagem de ano “supimpa” para todos. Pulem as ondas, comam lentilha, usem uma cueca e uma calcinha da cor que indicarem. Mandigas são sempre bem-vindas, até porque são completamente inofensivas. E se elas trazem alento e esperança, por que não?

Feliz 2018! (preferiria já estar desejando um feliz 2022, não sei porquê)

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. E vamos tentar salvar o Brasil?

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Mentira da primeira à última letra.

    O autor sempre esteve e sempre estará a favor de tudo que ocorreu, a começar pelo impeachment juridicamente perfeito até a presente data.

    E deseja que o Brasil se submeta definitivamente ao capitalismo internacional, marca indelével registrada em todos os seus artigos desde que o PT assumiu o Poder.

    E ainda vem com esta história de 2022, insinuação ingenuamente dúbia.

    Existem leitores panacas e analistas políticos idem.

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