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GRITA BRASIL

Entre tapas e beijos, restaram os feridos!

A relação do prefeito Crivella e do governador Witzel foi sempre de altos e baixos. Eles poderiam travar uma batalha do bem, não de responsabilidades

Vou novamente puxar a sardinha pro “meu” estado. O Rio de Janeiro é o cartão postal do país. Quando se fala em Brasil, é Rio de Janeiro pra cá, praia, samba, Carnaval, Copacabana. Já São Paulo é o cartão postal do país para os negócios. Isso não se discute. Ou se discute?

Acho incrível a capacidade de nossos governantes fazerem o que fazem sem sequer pensar de verdade nas pessoas; e nas pessoas que votaram nessas aberrações para estarem onde estão – a princípio para fazer e cuidar do Estado e, consequentemente, das pessoas.

A relação do prefeito, Marcelo Crivella, e do governador, Wilson Witzel, foi sempre de altos e baixos. E agora voltou a ficar em baixa quando o prefeito Crivella resolveu devolver dois hospitais para que o governo assuma seu controle e, por conseguinte, as contas.

Uma comissão aprovou não sei como as contas dos ex-governadores Pezão (hoje preso) e de Dornelles. E sabe-se que o estado está falido com um rombo de bilhões com a União. E o que acho mais inacreditável é que éramos para ser um estado rico.

Mas independentemente disso, o estado segue doente na Educação, no Transporte e moribundo na Saúde. Nem sei se a palavra “independentemente” seria a mais apropriada, mas a questão principal é que não se busca solução.

Ao invés de prefeito e governador travarem essa batalha de “segura que o filho (no caso o hospital) é seu”, eles poderiam travar uma batalha do bem. A batalha do que podem fazer juntos para salvar o hospital e ajudar a população, que não tem a menor culpa da má gestão passada e atual. Que eles troquem tapas e beijos, não me importo, até pode-se dizer que faz parte, mas quando essa troca de carinho resvala em quem não tem culpa no cartório, o problema se torna outro.

Mas seria estar no mundo encantado da Disney se fosse diferente. Mas poderia ser algo perto do mundo encantado. E olhar para a população, não deveria ser coisa de mundo encantado. E sim de mundo real. Nosso mundo. Até porque a nossa realidade é essa. Da grande massa de pessoas que ainda habitam esse estado caquético, porém lindo em sua natureza. Mas fica nisso. Tirando a paisagem sobra nada. Resta muita coisa. Desemprego, violência, custo de vida alto, engarrafamento, falta escola, falta professor, falta médico, falta hospital, falta remédio.

Mas acima de tudo falta amor, compaixão, atenção, carinho e cuidado.

Eu hoje tenho vergonha de ser carioca. Quando essa vergonha vai passar eu não sei, mas sei que ver governo e município sentados buscando soluções de verdade será algo para outras gerações talvez. Não é muito da índole de nossos políticos olharem para o próximo, olharem para as pessoas. Eles sofrem e sempre sofreram de uma miopia e de astigmatismo crônicos. Que pelo visto são incuráveis.

O Rio de Janeiro já até ficou afônico de tanto pedir socorro. Quando vamos ter pessoas sérias e empenhadas em fazer o bem para os outros?

Só me resta ficar triste.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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