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Equipe econômica quer cortar gastos e reduzir a dívida bruta

Levy e Barbosa querem baixar a dívida bruta ao patamar inferior a 50% do PIB e cortas gastos com pessoal. Aumento de impostos também está em pauta

Equipe econômica quer cortar gastos e reduzir a dívida bruta
Ministros entendem que redução da dívida bruta irá atriar o capital estrangeiro (Foto: Reprodução/Jorge Willian)

Com o objetivo de resgatar a credibilidade do governo e reequilibrar as finanças, a nova equipe econômica do governo federal irá reformular as despesas da União e cortar gastos. Desse modo, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, espera reduzir a dívida pública bruta e baixar o risco Brasil, atraindo assim os investidores e retomando o crescimento no país. Antes de ser escolhido para o cargo, Levy já havia falado que o país precisava reduzir a dívida a um patamar inferior a 50% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Um dos pilares dessa proposta econômica do ministro da Fazenda é o corte de gastos com pessoal, além disso, segundo ele, é preciso estabilizar os gastos com os programas de transferência de renda. O ministro quer também o retorno do Cide, imposto sobre combustíveis, a elevação do PIS, para produtos importados e aumento na tributação de cosméticos como forma de aumentar a arrecadação dos cofres governamentais.

Para Levy, a questão fiscal é fundamental para, com a redução da dívida bruta, melhorar o conceito do país nas cotações de risco. Com esse aumento na taxação, o ministro acredita que o Brasil iria para nota A, a melhor situação para economias que têm grau de investimento, o que aumentaria a entrada de capital e facilitaria a transição para a fase de redução de juros e o crescimento.

Junto do novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, Levy deu os primeiros passos nesse sentido durante o anúncio oficial de que iria assumir o cargo, quando avisou que o governo passará a ter como objetivo o superávit primário necessário para estabilizar a economia e reduzir a dívida bruta. A meta fiscal será de 1,2% do PIB em 2015 e 2% em 2016 e 2017.

Os ministros pretendem também reduzir o direcionamento de capital do Tesouro ao BNDES, que chegou a R$ 300 bilhões nos últimos quatro anos. Esse modelo de gestão obrigou o Tesouro a emitir títulos para reforçar a instituição e trouxe consigo o crescimento do endividamento bruto, um dos fatores que mais pesa na avaliação das agências internacionais. A dívida bruta brasileira supera o valor de 61,7% do PIB, a mais alta entre os países emergentes.

O desafio de atingir o superávit, porém, parece distante. No período entre janeiro e outubro de 2014, o governo apresentou um déficit de R$ 11,6 bilhões. O objetivo de Levy e Barbosa é que em 2015 se tenha um superávit de R$ 10,1 bilhões, porém, isso só é possível  em caso de não haver frustrações de receitas e despesas inesperadas.

Fontes:
O Globo-Futura equipe econômica quer limitar despesas com pessoal

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