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MOTIM

ES anuncia demissão de 161 policiais que aderiram à paralisação

Mulheres de PMs pediram nova negociação com o governo; propostas foram recusadas

ES anuncia demissão de 161 policiais que aderiram à paralisação
Um total de 703 policiais foram indiciados pelo crime de revolta (Fonte: Reprodução/Agência Efe)

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A Polícia Militar do Espírito Santo vai publicar nesta terça-feira, 14, em Diário Oficial do Estado, os primeiros Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e o processo de demissão de 161 policiais que aderiram à paralisação iniciada no dia 3 de fevereiro no estado.

Leia também: Após convocação, 600 PMs patrulham cinco cidades

As publicações dos IPMs são referentes a 703 policiais militares investigados, que, se forem condenados, podem pegar de 8 a 20 anos de detenção. Os inquéritos serão conduzidos pela Corregedoria da PM. Posteriormente, serão encaminhados para o Juízo de Direito da Vara da Auditoria Militar. O processo então será enviado para análise da Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar.

O Ministério Público Estadual informou que um promotor deve analisar cada inquérito e decidir se os militares serão denunciados ou se os casos serão arquivados.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, André Garcia, 703 policiais foram indiciados pelo crime de revolta. Caso sejam condenados, os PMs serão expulsos da instituição, segundo o comandante-geral da PM, Nylton Rodrigues.

Nesta segunda-feira, 13, as mulheres de PMs do Espírito Santo pediram uma nova negociação com o governo. As novas propostas não foram aceitas pelo governo, que pediu que todos os militares voltem a trabalhar.

Fontes:
G1 - ES anuncia processo de demissão de 161 PMs envolvidos em paralisação

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2 Opiniões

  1. Natanael Ferraz disse:

    Não há que se falar em motim, nem revolta. O primeiro caso porque a ordem de trabalhar sem condições é absurda e por isso não precisa ser cumprida; o segundo caso porque eles não fizeram uso do armamento. Logo o destino do processo é o arquivamento. Eles precisam de um bom advogado porque vão querer condená-los.

  2. Jayme Mello disse:

    POR QUESTÕES DE HÁBITO, UM TERRÍVEL ATO FALHO

    Agora, recentemente, quase ontem – aqui e acolá, assistimos reincidentemente, algumas ações de incontestes brutalidades contra pessoas do sexo feminino, na porta dos quartéis, praticadas por militares graduados.

    Pura e simplesmente, porque as tais senhoras, estavam fazendo “justos” protestos reivindicatórios, a favor dos componentes da própria instituição militar, cujos (alguns) graduados, insanamente lhes agrediram.

    Á luz do mais leigo, bem como, do mais do renomado cientista político, via-se – claramente, que o “clamor público” dessas senhoras, eram desassistidos de qualquer orientação política partidária e/ou sindical, gremista, ou coisa que valha. Pois, se assim for, urgentemente, há que se repensar a direção esse viés corporativo.

    Todavia, o contraponto dessas brutalidades, reside justamente nas vítimas, do agora. Pasmem -, eram as esposas, filhas, e parentes, de militares daquela corporação, que num “grito desesperado” pediam à sociedade um sonoro socorro.

    Assim, o destempero dos graduados na porta dos quartéis, nitidamente, registra de igual maneira, a mesma brutalidade que (via de regra), seus comandados, insanamente, praticam contra todos os outros segmentos da sociedade, como os estudantes e professores, entre outros trabalhadores, combatendo movimentos trabalhistas/reivindicatórios.

    Por outro lado, ainda nessa refrega, ficou batente o descarado e irrestrito apoio da grande mídia, a um grupo de desgoverno e, quanto ao outro grupo, também de desgoverno e, esse dito cujo, em liquidação extrajudicial, o apoio dessa grande mídia, ficou nas entrelinhas.

    Fica, portanto, a mais renitente lição, para a sociedade e, principalmente, para os militares, de que – a instituição militar, inexoravelmente, desde o mais graduado ao mais novo recruta, tem que se entender como um componente de uma instituição de Estado, ao inverso de uma instituição de governo que se alterna de quatro em quatro anos e, definitivamente, percebendo que quem anda pela cabeça dos outros é piolho.

    Para que esse milagre aconteça faz-se necessário, escolas públicas e bancos escolares com mais qualidade, profissionais da educação – sob todos os aspectos, mais respeitados.

    Mas, como sonhar não custa nada, enquanto isso que tal, observar melhor, nossas atitudes como cidadão e, em ato contínuo, acompanhar e questionar, o prefeito, deputados, vereadores, secretários, dirigentes, que vivem (quase) ao nosso lado?

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