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Malária

Esforços globais têm reduzido o número de mortes por malária, diz OMS

Entre 2001 e 2013, 4,3 milhões de mortes foram prevenidas, sendo 3,9 milhões formadas por crianças menores de cinco anos na África Subsaariana

Esforços globais têm reduzido o número de mortes por malária, diz OMS
Mosquito Anopheles, transmissor da Malária (Reprodução/upf.)

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, mais pessoas são capazes de receber o tratamento contra a malária. Um número crescente de países está colaborando para a eliminação da doença. De acordo com a matéria divulgada, nesta terça-feira, 9, no site da BBC News, em 2013, 11 países, como Argentina, Paraguai, Iraque e Armênia, tiveram sucesso em manter o número de infecções em zero. Na África, onde 90% das mortes por malária acontecem, o contágio diminui significativamente. Entretanto, ainda existe o medo de que o cuidado com o surto de ebola, na África Ocidental, acabe por recuar a luta contra a malária.

Segundo dados divulgados, nesta terça-feira, 9, no site da Agência Brasil, os casos de malária caíram 47% em todo o mundo, e 57% só na África. Entretanto, a estimativa é que 3,2 bilhões de pessoas ao redor do mundo tenham o risco de ser infectadas pela malária. O aumento dos exames de diagnóstico permitiu a identificação de 62% dos pacientes suspeitos de terem a doença, com 128 milhões de testes distribuídos na África, em 2013,  pela OMS.

A organização conseguiu US$ 2,7 bilhões por meio de financiamentos nacionais e internacionais, pouco mais da metade do que necessitava para as metas fixadas. Mas muitas pessoas ainda não se beneficiaram da assistência da OMS. No relatório, a organização informa que a pobreza e o baixo nível de educação são fatores determinantes para que falte o acesso aos serviços básicos. O relatório de 2014 sobre a malária no mundo resume as informações de 97 países, onde a doença ainda prevalece.

A ameaça no Brasil:

A OMS alerta que a Venezuela coloca em risco os avanços do Brasil no combate à malária. A organização aponta para os problemas no sistema de saúde do governo de Caracas como um dos motivos para a explosão de casos do parasita nos últimos anos. De acordo com os dados divulgados, na última segunda-feira, 8, no jornal O Estado de S. Paulo, nas últimas semanas, o governo do presidente Nicolás Maduro impediu a entrada de funcionários da Organização Pan-americana de Saúde que estavam em missão para entender a dimensão da crise na fronteira com o Brasil.

O Brasil e outros 54 países pelo mundo estão a caminho de reduzir a incidência da malária em 75% até 2015, em comparação aos dados de 2000. Mas a OMS alerta que os avanços no Brasil e em outros países da região estão ameaçados. Em 2000, cerca de 200 mil novos casos de suspeita de malária foram registrados na Venezuela. Em 2012, esse número já era de 410 mil e, hoje, chega a mais de 475 mil. Problemas no serviço de saúde e o fluxo de pessoas por minas de ouro no sul da Venezuela têm colaborado para esse aumento, segundo o diretor da OMS, Pedro Alonso.

Causada por protozoários, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A doença apresenta cura quando tratada em tempo oportuno e adequadamente. A maior parte dos casos brasileiros se concentra na região Amazônica, área endêmica para a doença no Brasil.

Fontes:
BBC News- Halving of malaria deaths 'tremendous achievement'
Yahoo Notícias-Malária na Venezuela ameaça o Brasil, alerta OMS
Agência Brasil- OMS: casos de malária caíram 47% em todo o mundo
Estado de S. Paulo- Venezuela vê explosão de casos de Malária e ameaça Brasil

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