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OPERAÇÃO O QUINTO DO OURO

Esquema no TCE bancou despesas de R$ 900 mil de Pezão, diz delator

Segundo o delator Jonas Lopes Neto, despesas pessoais de Pezão foram pagas com propinas de contratos do estado com empresas de alimentação

Esquema no TCE bancou despesas de R$ 900 mil de Pezão, diz delator
Assessoria de Pezão diz que ele desconhece o teor das investigações (Foto: EBC)

O advogado Jonas Lopes Neto acusou o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), de ter despesas pessoais pagas com recursos oriundos do esquema de corrupção desarticulado na Operação O Quinto do Ouro, da Polícia Federal.

Deflagrada no dia 29 de março, a operação prendeu cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), acusados de desvio de verba e recebimento de propina em contratos do estado. Segundo a PF, o esquema foi montado durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral e continuou na gestão de Pezão.

Em sua delação premiada, Jonas Lopes Neto disse que subsecretário de Comunicação do governo do Rio, Marcelo Santos Amorim, contou a ele ter usado recursos oriundos do esquema para bancar R$ 900 mil em despesas pessoais de Pezão. Os valores eram oriundos do contrato do estado com empresas do setor de alimentação.

“Que Marcelinho, além dos R$ 150 mil recolhidos na Milano (empresa de alimentação), apresentou ao colaborador uma anotação indicando que teria arrecadado quase R$ 900 mil junto às demais empresas, mas teria utilizado a quantia para pagamento de despesas do governador Pezão”, disse o delator.

Amorim é casado com uma sobrinha de Pezão e é citado em depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF) como um dos operadores do esquema. Já Jonas Lopes Neto é filho do ex-presidente do Tribunal Jonas Lopes de Carvalho, que também fechou acordo de delação premiada coma Justiça.

Segundo os delatores, o esquema foi bancado por empresas de alimentação que foram beneficiadas com a liberação de um fundo de R$ 160 milhões do TCE para o pagamento de refeições para penitenciárias estaduais. O fundo foi liberado mediante um acordo que previa o repasse de propinas equivalentes a 15% dos contratos para ser dividido entre os conselheiros do órgão.

Em seu depoimento, Jonas Lopes Neto disse que Pezão sabia do esquema e chegou a oferecer um jantar em sua casa para resolver disputas entre os conselheiros, que discordavam a respeito dos valores repassados via propina.

Em nota divulgada na última segunda-feira, 3, a assessoria de Pezão disse que o governador “desconhece o teor das investigações e nega que tenha recebido valores ilícitos ou autorizado qualquer pessoa a receber”. Segundo a nota, Pezão está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos.

Fontes:
O Globo-Delator diz que esquema no TCE pagou R$ 900 mil em despesas de Pezão

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2 Opiniões

  1. Lucinda Telles disse:

    A vida é uma imitação barata da fantasia:
    É claro que todos eles (os Três poderes e empresários do RJ) comem na mesma panela. O personagem Coronel Nascimento já denunciava isso. E quem não assistiu o filme? A população do RJ é refém de bandidos. Alguns armados com fuzil, outros com caneta. Até quando?

  2. laercio disse:

    O Brasil está em ruínas devido ao nosso sistema de criação de leis, que acaba deixando o povo de fora.

    Misturam mentiras com verdades para enganar o povo.

    O estudo acadêmico não vale nada para o Brasil nação! Os números estão aí! Tantos ministros, gente engravatadis e estudada… Mas, daí? O país está em desgraça profunda.

    As gravatas de tais estudiosos tem mais serventia como guardanapos.

    Temos que tem um sistema de voto direto através de plebiscito aonde o povo apresente as leis e as votem também!

    Temos que implantar cárcere individual àqueles julgados e condenados em última instância, para assim desarticular o crime.

    Certamente tais propostas soarao como trovão para aqueles que ganham dinheiro com o atual estado de bagunça que se encontra o país.

    Tudo é possível quando se quer!
    Que se crie instrumentos hábeis para que o povo possa mudar a constituição, pois, dá forma que esta está não atende as carências do Brasil nação.

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