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Estrangeiros e brasileiros no exterior terão acesso a cadastro de adoção no Brasil

Medida visa agilizar adoções no Brasil, principalmente entre crianças mais velhas e grupos de irmãos

Estrangeiros e brasileiros no exterior terão acesso a cadastro de adoção no Brasil
Maioria das crianças para adoção tem irmãos, mas pais adotivos querem filhos únicos (Reprodução/Internet)

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Brasileiros residentes no exterior e estrangeiros poderão fazer parte do Cadastro Nacional de Adoção, de acordo com uma nova resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça. A medida, que busca aumentar a adoção de crianças, principalmente as mais velhas e grupos de irmãos, ainda precisa ser publicada no Diário Oficial.

Atualmente, para estrangeiros adotarem crianças brasileiras, eles devem esperar que a criança não seja escolhida por algum brasileiro. Ao permitir que estrangeiros façam parte do cadastro, o CNJ pretende agilizar o processo.

Segundo o cadastro nacional de adoção, existem 5.400 crianças disponíveis para adoção, e 30.424 casais dispostos a adotar, ou quase seis pais para cada criança. Acontece que 98% dos pais querem crianças com menos de sete anos, faixa etária que representa menos de 10% das crianças disponíveis.

Outra questão importante é a adoção de irmãos. A Justiça prefere manter irmãos juntos, e cerca de 75% das crianças têm irmãos. Por outro lado, só 20% dos pais aceitam adotar mais de uma criança. Para o conselheiro do CNJ Guilherme Calmon a inclusão no cadastro de estrangeiros e brasileiros no exterior não vai prejudicar os casais nacionais. “As crianças mais velhas, grupos de irmãos, estão num perfil daqueles que não são procurados. Temos pretendentes, temos crianças, mas isso não se encaixa. O perfil de criança que o estrangeiro quer adotar não é o mesmo do pretendente nacional”, diz Calmon.

Segundo George Lima, coordenador das Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção (Cejas), em muitos casos os pais  brasileiros não querem que os filhos saibam que são adotados, ao contrário do que costuma acontecer com os estrangeiros. “[Brasileiros] tendem a fazer isso, procurando criança pequena e da mesma cor, para elas não terem lembrança da adoção. Mas isso vem mudando, e o governo vem atuando para mudar essa cultura”, comenta Lima.

 

 

Fontes:
G1-CNJ autoriza estrangeiro em cadastro para adotar no Brasil

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