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EUA impõem tarifas ao aço e alumínio de aliados

Entram em vigor nesta sexta-feira, 1, as novas tarifas dos EUA ao aço e alumínio do México, Canadá e União Europeia. Brasil é isento por cumprir exigências

EUA impõem tarifas ao aço e alumínio de aliados
Países afetados anunciaram retaliações aos Estados Unidos (Foto: Pixabay)

Entram em vigor nesta sexta-feira, 1, as tarifas ao aço e alumínio impostas pelos EUA ao Canadá, México e União Europeia (UE).

As tarifas determinam uma sobretaxa de 25% ao aço e 10% ao alumínio importados do México, Canadá e dos países que compõem a UE. Elas foram anunciadas em 23 de março, pelo presidente americano, Donald Trump, que afirmou que a medida era necessária para proteger a segurança nacional dos EUA e para conter a prática da China de inundar o mercado global com metal barato.

Porém, elas foram adiadas para que houvesse negociações. Posteriormente, elas foram adiadas novamente até 1º de junho. No entanto, na última quinta-feira, 31, o governo Trump deu indícios de que perdeu a paciência e que iria prosseguir com as tarifas, mesmo diante de fortes críticas do setor de negócios e do temor de uma guerra comercial.

Em um comunicado emitido na quinta-feira, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse que ia permitir que o prazo expirasse, sem prorrogar novamente o adiamento, após o fracasso nas negociações dos EUA com seus parceiros no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) e na União Europeia.

Aliados reagem

Nesta sexta-feira, México, Canadá e UE anunciaram que vão responder às tarifas americanas com sobretaxas equivalentes a diferentes produtos.

O governo mexicano disse que a ação americana “não é adequada nem justificada”  e lembrou que o aço e o alumínio contribuem para a “competitividade de vários setores estratégicos e altamente integrados” da América do Norte, como o eletrônico e o automotivo.

Em comunicado, a Secretaria de Economia do México anunciou que “diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o México imporá medidas equivalentes a diversos produtos como aços planos [laminação a quente e a frio], lâmpadas, pernis e paletas suínas”. As tarifas mexicanas também envolvem embutidos, maçãs, uvas, mirtilos e uma ampla gama de queijo, que receberão sobretaxas em um montante equivalente ao que o México perderá com as tarifas americanas.

“O México lamenta profundamente e reprova a decisão dos Estados Unidos de impor estas tarifas às importações de aço e alumínio provenientes do México a partir de 1º de junho, sob o critério de segurança nacional”, disse o comunicado.

O Canadá anunciou que vai impor tarifas no valor de US$ 12,8 bilhões ao aço, alumínio e produtos como cerveja, uísque, papel higiênico e laquê para cabelo importados dos EUA.

Já a UE abriu nesta sexta-feira um processo contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) e pretende impor tarifas a produtos típicos americanos como manteiga de amendoim, calças jeans, motocicletas Harley Davidson e uísque Bourbon.

“As medidas da União Europeia serão razoáveis, proporcionais e em total acordo com as regras da OMC”, declarou a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, em coletiva dada a jornalistas.

Brasil, Argentina e Austrália isentos

Em um comunicado divulgado na quinta-feira, a Casa Branca informou que Brasil, Argentina e Austrália estão isentos das novas tarifas por terem tomado medidas para reduzir o volume de suas respectivas exportações para os EUA.

O mesmo comunicado aponta que México, Canadá e UE não tomaram ações similares, portanto serão alvos das novas tarifas. “O governo continuará as discussões com eles e permanece aberto a discussões com outros países”, disse o comunicado.

No início de maio, o setor siderúrgico brasileiro concordou em adotar cotas para reduzir suas exportações aos EUA. Segundo informou o portal UOL, representantes do governo brasileiro sinalizaram que a adoção da medida foi uma imposição dos EUA, sem margem para discussão.

 

Leia mais: Entenda a questão das tarifas dos EUA ao aço e alumínio

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1 Opinião

  1. Rogerio Faria disse:

    Assim, o NAFTA foi para o lixo…

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