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ENTREVISTA

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro diz que é ‘um cara de negócios’

Fabrício Queiroz afirmou em entrevista ao SBT que não é 'laranja'

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro diz que é ‘um cara de negócios’
Nome de Queiroz apareceu em um relatório do Coaf sobre movimentações atípicas de funcionários e ex-funcionários da Alerj (Fonte: Reprodução/Facebook)

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Em entrevista ao SBT na última quarta-feira, 26, Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações atípicas em sua conta que chegaram a R$ 1,2 milhão, afirmou que é “um cara de negócios”, que faz “dinheiro”.

“Eu faço, assim, eu compro, revendo, compro, revendo. Compro carro, revendo carro. Eu sempre fui assim. Sempre. Eu gosto muito de comprar carro em seguradora. Na minha época, lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia. Tenho segurança”, disse Queiroz.

Foi a primeira vez que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), se manifestou após ter seu nome incluído no relatório do Coaf, que indicou repasses suspeitos para sua conta, quando ele atuava no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ex-assessor não compareceu a duas convocações do Ministério Público para prestar depoimento, sob o argumento de que está com problemas de saúde.

Entre as transações atípicas identificadas pelo Coaf estão R$ 24 mil depositados na conta da mulher de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro. Queiroz repetiu a informação divulgada pelo presidente eleito de que o valor se refere ao pagamento de parte de uma dívida de R$ 40 mil: “Nosso presidente já esclareceu. Tive um empréstimo de R$ 40 mil, passei 10 cheques de R$ 4 mil. Nunca depositei R$ 24 mil”.

Fabrício Queiroz disse ainda que vai explicar ao Ministério Público os depósitos de outros funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro em sua conta, porém negou que recebesse parte dos salários deles. “No nosso gabinete, a palavra lá é: não se fala em dinheiro, não se dá dinheiro. Toda hora bate alguém no gabinete pedindo R$ 10, R$ 20, pedindo pra remédio. É proibido falar em dinheiro no gabinete, nunca, nunca. Isso é uma covardia rotular o que está acontecendo comigo ao deputado Flávio Bolsonaro. Eu não sou laranja. Sou homem trabalhador, tenho uma despesa imensa por mês”, afirmou.

Questionado sobre o fato de sua filha, Nathalia Queiroz, ser lotada como assessora, mas não comparecer ao gabinete e ter como profissão a atuação como personal trainer, Queiroz negou que ela fosse uma funcionária fantasma de Flávio Bolsonaro. Segundo o ex-assessor, Nathalia era responsável por atualizar as redes sociais do parlamentar, o que fazia a distância.

“No gabinete não comporta todo mundo. Nosso gabinete recebe cerca de 20 a 30 ou 40 pessoas na parte da manhã. Não dá para todos os funcionários trabalharem no gabinete. Há flexibilidade, e minha filha, se não me engano, sempre cuidou da mídia do deputado. Ela com o laptopzinho dela cuidava da mídia. Ela vai dar o esclarecimento dela”, disse Queiroz.

O ex-assessor disse ainda que tem uma cirurgia marcada para fazer no ombro, que está com um problema na urina, uma tosse forte e que descobriu um tumor maligno no intestino.

Entenda o caso

A polêmica em torno de Queiroz teve início após a Operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. No âmbito da operação, o Coaf divulgou um relatório no qual identificou movimentações financeiras de servidores e ex-servidores da Alerj e ainda de pessoas relacionadas a eles que não eram compatíveis com suas capacidades financeiras.

Dentre eles, estavam repasses feitos por sete servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro para a conta de Queiroz. A investigação aponta para um esquema no qual servidores são contratados para repassar parte de seus salários – que são pagos com verba parlamentar – de volta para o gabinete.

Alguns dos servidores contratados sequer aparecem no gabinete. A existência desse esquema foi confirmada pela deputada eleita Janaína Paschoal (PSL-SP), que, sem citar Flávio Bolsonaro, afirmou que tal prática “é mais deletéria do que parece”.

Fontes:
G1 - 'Sou um cara de negócios', diz ex-assessor de Flávio Bolsonaro ao explicar movimentações 'atípicas'

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2 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    Enquanto a “imprença” tenta desviar a atenção com esse nanico que é fácil de resolver e de aplicar o que deve ser aplicado, o “joão do diabo” irá pegar o mesmo rumo do Adbelzebumassih!

    E que não desviem o foco para que o BANDIDÃO vá para a penitenciária!

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Eu particularmente não acredito…

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