Início » Brasil » Ex-deputado vai depor sobre execução de Marielle Franco
INVESTIGAÇÃO

Ex-deputado vai depor sobre execução de Marielle Franco

Intimado a depor, Domingos Brazão acusa a polícia de querer chamar a atenção por convocá-lo no momento em que o caso completa três meses

Ex-deputado vai depor sobre execução de Marielle Franco
Domingos Brazão é ex-deputado estadual e conselheiro afastado do TCE-RJ (Foto: Reprodução/TV Brasil)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, terá de prestar depoimento à Delegacia de Homicídios da Polícia Civil. Brazão foi convocado para falar sobre a execução da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes.

O objetivo dos investigadores é descobrir se há alguma ligação entre o ex-deputado estadual e a testemunha do caso, que afirmou ter visto uma conversa entre o vereador Marcelo Siciliano (PHS) e Orlando Araújo, um chefe de milícia da zona oeste do Rio, planejando a morte de Marielle Franco. O advogado de Brazão negocia com a polícia quando o depoimento, que estava marcado para a próxima sexta-feira, 15, vai ocorrer.

Brazão recebeu uma intimação no início da tarde da última quarta-feira, 13, e se mostrou bastante indignado. Ele expressou desagrado pelo fato da polícia ter ido até sua casa para entregar a intimação, afirmando que o contato poderia ter sido feito através do seu advogado. “Os investigadores poderiam ter falado com o meu advogado, que deixou o cartão com eles quando esteve na delegacia”, afirmou em entrevista ao jornal Globo.

Para o ex-deputado, a polícia está querendo chamar a atenção porque seu nome “dá uma mídia”. Além disso, Brazão relembrou que já fazem três meses que a vereadora foi assassinada e o caso ainda não foi solucionado. Mesmo afirmando que não tem nenhum envolvimento com o caso, Brazão garantiu que está à disposição da polícia.

O Globo questionou Brazão sobre um possível desentendimento com o vereador Marcelo Siciliano. Quanto ao questionamento, Brazão afirmou que não existe nenhuma rixa com o parlamentar, citando, inclusive, número de votos conquistados na zona oeste, o que seria o principal motivo do desentendimento.

“Por que eu? Montaram um teatro de uma briga entre vereadores que não existe. Não sei a quem interessa jogar essa cortina de fumaça e desviar o foco nesse caso da Marielle. Aquela região [zona oeste] dá muitos votos. Fui um dos mais bem votados do estado. Eu teria preocupação com alguém que conseguiu 13 mil votos lá?”, afirmou Brazão, se referindo a Siciliano.

A vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados há três meses, no dia 14 de março. A parlamentar retornava de um evento na Lapa, no centro do Rio, por volta das 21h30, quando tiros foram disparados contra o seu carro. Marielle e Anderson morreram na hora, e apenas a assessora da vereadora conseguiu escapar com vida.

O vereador Marcelo Siciliano é um dos principais suspeitos de ter encomendado o assassinato da vereadora. Em maio, uma gravação, exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, revelava conversas telefônicas entre o parlamentar e supostos milicianos.

 

Leia também: Ex-PM ligado à morte de Marielle nega participação no crime
Leia também: Polícia investiga quem forneceu arma para execução de Marielle Franco

Fontes:
O Globo-Após ser intimado para depor no caso Marielle, Brazão diz que polícia quer chamar atenção
G1-Polícia intima Domingos Brazão e investiga relação entre ele e a principal testemunha do caso Marielle

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *