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OPERAÇÃO RESTA UM

Ex-dirigentes da Queiroz Galvão são presos em 33ª fase da Lava Jato

Operação Resta Um mira fraudes em licitações da Petrobras e formação de cartel de construtoras, liderado pela Queiroz Galvão

Ex-dirigentes da Queiroz Galvão são presos em 33ª fase da Lava Jato
A operação tem como finalidade obter provas adicionais de supostos crimes relacionados a contratos firmados entre Queiroz Galvão e a Petrobras (Foto: Wikimedia)

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 2, a 33ª fase da Operação Lava Jato, nomeada como Operação Resta Um, que tem como alvo a construtora Queiroz Galvão – suspeita de ter pago R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014. O ex-presidente da construtora Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente.

De acordo com a PF, a operação tem como finalidade obter provas adicionais de supostos crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados a contratos firmados entre Queiroz Galvão e a Petrobras. Ao todo, 150 policiais cumprem 32 mandados judiciais – são 23 de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva – contra dirigentes e funcionários da Queiroz Galvão e do consórcio Quip S/A, do qual a empreiteira mencionada era acionista líder.

As investigações apontam indícios de que a Queiroz Galvão formou com outras empresas um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras, maximizando lucros das empresas privadas e provocando prejuízos bilionários na estatal. O Grupo Queiroz Galvão tem o terceiro maior volume de contratos com a Petrobras, alcançando um total de mais de R$ 20 bilhões.

Além dos ajustes e fraude, também há evidências que apontam pagamentos de propina a funcionários da Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os valores se aproximam de R$ 10 milhões.

A investigação também apura indícios de que milhões de dólares em propina supostamente teriam sido transferidos pela Queiroz Galvão e pelo consórcio Quip em operações feitas em contas secretas no exterior.

Por fim, a PF busca provas de que houve obstrução da CPI da Petrobras, em 2009, em que a Queiroz Galvão teria pago R$ 10 milhões para silenciar as apurações dos crimes que haviam sido cometidos até então.

O nome da operação (Resta Um) é uma referência à investigação da última das maiores empresas envolvidas na formação do cartel que burlou contratos com a Petrobras.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Polícia Federal mira Queiroz Galvão em nova fase da Lava Jato
Estado de S. Paulo-PF deflagra Resta Um e alvo é construtora que deu R$ 10 mi a ex-presidente do PSDB

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