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PALESTRA NO CEARÁ

Exigência de antecedentes criminais de jornalistas gera polêmica em evento de Guedes

Em nota, empresa organizadora do evento pede desculpas e esclarece que a exigência se deu por erro interno, sem envolvimento do Ministério da Economia

Exigência de antecedentes criminais de jornalistas gera polêmica em evento de Guedes
(Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

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Uma palestra a ser dada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em Fortaleza (CE), gerou polêmica na última segunda-feira, 2, por exigir atestado de antecedentes criminais de jornalistas interessados em cobrir o evento.

A exigência foi revelada pela coluna do jornalista Guálter George, do jornal O Povo, que denunciou que os jornalistas que tentavam se credenciar para a cobertura do evento – marcado para o próximo dia 5 – eram obrigados a apresentar um “atestado de antecedentes”.

Diante da denúncia, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará (Sindjorce) publicou uma nota de repúdio à exigência, em conjunto com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na qual afirmou que a determinação era “completamente inédita e absurda” e que “nem presidentes demandaram tal questão”.

A nota destaca ainda que, “se fosse atendido este critério de antecedentes, muitos integrantes do Governo Bolsonaro não poderiam nem estar em seus cargos”. O texto lembra que o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é condenado por improbidade administrativa, e que o próprio Guedes é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), “suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013”.

Horas após o caso vir à tona, gerando repercussão negativa, a empresa AD2M Engenharia de Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa de evento, divulgou uma nota, na qual pediu desculpas e afirmou que tudo não passou de um equívoco, proveniente de um “erro interno da agência”.

Na nota, a empresa destacou que não houve qualquer envolvimento do Ministério da Economia no imbróglio.

“A agência pede desculpas aos profissionais de imprensa e às entidades representativas da categoria pelo equívoco da inclusão da solicitação de antecedentes criminais para a cobertura do referido evento. Em momento algum houve orientação por parte do Ministério ou das empresas promotoras para tal procedimento. Por um erro interno da agência, replicamos inadvertidamente um documento utilizado pela empresa organizadora para a contratação de profissionais que estarão a serviço do evento, mas totalmente dispensável no caso da Imprensa”, diz a nota.

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