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OPERAÇÃO LAVA JATO

Expectativa de depoimento de Lula deixa tensão no ar em Curitiba

Juiz federal Sérgio Moro publicou vídeo pedindo aos que apoiam a Lava Jato que não participem de eventos ou manifestações na capital paranaense

Expectativa de depoimento de Lula deixa tensão no ar em Curitiba
Depoimento do ex-presidente Lula está marcado para esta quarta-feira, 10 (Fonte: Agência Brasil)

Tudo indica que o juiz federal Sérgio Moro queira — mas não consiga — evitar a “espetacularização” do interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcado para esta quarta-feira, 10, em Curitiba, como parte da Operação Lava Jato.

A Justiça do Paraná — a pedido do prefeito Rafael Greca — proibiu por liminar a circulação de integrantes do MST e a montagem de acampamentos em praças ou vias públicas no entorno da sede da Justiça Federal, onde ocorrerá o depoimento, sob risco de multa de até R$ 100 mil. São esperados 50 mil manifestantes.

Pelas redes sociais, Moro também publicou vídeo pedindo aos que apoiam a Lava Jato que não participem de eventos ou manifestações na capital paranaense. Moro teme o confronto entre os dois grupos antagônicos.

Desde já, pedestres e veículos também estão proibidos de circular em áreas próximas ao fórum da Justiça Federal até a noite de quarta-feira. O temor é de que o MST promova os tumultos, depredações e confrontos que costuma patrocinar pelo país afora. E mais, que dê repercussão e retumbância ao que Moro quer que seja considerado um simples depoimento — parte integrante da coleta de dados do processo.

O risco de conflito é grande

Apontado — ao lado da CUT e da UNE — de ter recebido repasses da União durante os governos Lula e Dilma, o MST chegou a requerer um local para montar sua estrutura panfletária. Caso contrário, a ideia seria ocupar ruas e praças da capital. Em sua decisão, a juíza Diele Denardin Zydek deixou claro que “o direito de manifestação não se confunde com a possibilidade de ocupação de bens públicos ou particulares”.

Existe o risco de conflito entre as forças policiais do Paraná e os sem-terra caso estes últimos decidam ultrapassar a região delimitada — mesmo diante do risco da pesada multa. “Os direitos fundamentais consistentes na liberdade de pensamento e de reunião/pensamento não podem sobrepor o direito de locomoção, o direito à segurança e à propriedade”, escreveu a juíza em sua liminar.

Nesta quarta, veremos uma Curitiba sitiada — cercada por guarda-corpos –, com manifestantes dispostos a tudo para “bombar” na mídia, em situação de potencial e iminente confronto com centenas de policiais — ocupados em cumprir a determinação de permitir que somente pessoas autorizadas compareçam ao tribunal.

Será uma quarta-feira de grande tensão.

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4 Opiniões

  1. Luiz Porchat disse:

    Finalmente uma matéria seria, de acordo com o assunto, não prevalecendo a espetacularização.

  2. Roberta disse:

    É surreal que brasileiros estejam dispostos a um confronto que pode acabar em violência em nome de um político! Inacreditável.

  3. Beraldo disse:

    Por que o Juiz SM não deu uma palavra de orientação aos militantes do PT?

    Que furada!

    Pra quem sabe ler um pingo é letra.

  4. Marluizo disse:

    Esta é a primeira oportunidade pública dos dois protagonistas apresentarem a imparcialidade dos interesses ideológicos em ralação ao direito de que não haverá juízo ou tribunal de exceção.

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