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COLUNA ESPLANADA

Farra de partidos

Com a autorização da coleta de assinatura eletrônica feita pelo TSE o número de pedidos de registros de partidos pode aumentar

Farra de partidos
Há legendas sérias, mas alguns partidos, grandes ou pequenos, são para fazer negócio (Foto: EBC)

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Não é por causa própria que muitos congressistas pensam em uma lei para diminuir o número de partidos no Brasil. Com a autorização da coleta de assinatura eletrônica feita pelo Tribunal Superior Eleitoral – ainda sem regulamentação – o número de pedidos de registros pode aumentar. Uma pequena amostra de nomes dos 77 pedidos de oficialização de legendas em tramitação no TSE sugere que há tentativas, para não chamar de aberrações, de no mínimo curiosas, como PINA – Partido da Inelegibilidade Nacional; PSETE – Partido das Sete Causas; PNC – Partido Nacional Corinthiano, e o PIRATAS, assim mesmo, como diz a sigla.

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Há também a volta da ARENA, o PRUABE – Partido da Reforma Urbana e Agrária do Brasil; o FRENTE – Partido da Frente Favela Brasil, entre outros achados na lista.

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Há também na fila nomes como Partido Manancial Nacional, Partido Nacional dos Servidores Públicos e do Setor Privado, Partido do Esporte e Partido dos Indígenas.

Patrulha neles

Não é segredo em Brasília – e o leitor já sabe: há legendas sérias, mas alguns partidos, grandes ou pequenos, são para fazer negócio envolvendo tempo de TV nas campanhas.

Conta$

Os partidos que estão aí lutam para fechar as prestações de contas. Com saldo gordo nos extratos, repasse de milhões do fundo partidário, há quem não consegue. O PDT, por exemplo, terá de devolver quase R$ 3 milhões ao TSE. E há outros na fila.

Mau Exemplo

Em Pernambuco, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral desaprovou 37,9% das prestações de contas das campanhas de 2018, apresentadas por candidatos e partidos políticos. Eles poderão ser investigados por eventual abuso do poder econômico e responder por crimes eleitorais. É que o Ministério Público Eleitoral entrou no jogo.

Aliado importado

A acusação de desvio de R$ 134 milhões da saúde contra o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) divide os aliados Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, e Humberto Costa (PT), senador por Pernambuco. Costa assinou nota oficial do PT criticando a “espetacularização política e midiática da Justiça”.

Tchau

Já o governador, defende que o PSB só se posicione futuramente após todas investigações serem concluídas. Câmara é vice-presidente da legenda. O PSB largou de vez Coutinho à sorte. O PT tomou a frente de sua defesa. Isso acontece também em parte das hostes socialistas.

Nas montanhas

A cúpula do PSB aprova mas falta o acerto com o ex-prefeito Márcio de Lacerda. O ex-deputado federal Júlio Delgado deve ser o candidato a prefeito de Belo Horizonte.

Dilema no PT

O PT está num dilema sobre a posição que deverá tomar sobre as eleições para prefeito do Recife. Se lançar Marília Arraes como candidata poderá perder todos os cargos que ocupa no Governo do Estado, como a secretaria de desenvolvimento econômico. Se não lançar, terá que concorrer com o PSB que já domina a capital por sete anos. Hoje o PT só tem dois vereadores contra sete do PSB.

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