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OLIMPÍADAS DO RIO

Favelas se preparam para salto na violência durante Jogos

Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras têm um histórico de aumento da violência policial em datas próximas a grandes eventos

Favelas se preparam para salto na violência durante Jogos
Para ativistas de direitos humanos, não se trata de uma coincidência (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A pouco mais de um mês do início das Olimpíadas do Rio, as favelas cariocas experimentam um aumento na violência gerada pela polícia.

Para ativistas de direitos humanos, não se trata de uma coincidência. O Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil têm um histórico de aumento da violência policial em datas próximas a grandes eventos, e os Jogos Olímpicos não são exceção.

As mortes por policiais atingiram um pico de 1.330 no ano de 2007, quando a cidade sediou os Jogos Pan-Americanos. Após o evento, a violência policial declinou, mas tornou a subir próximo à Copa do Mundo de 2014. Entre 2013 e 2015, o número de mortos pela polícia aumentou 55%, com 645 mortes no período. O número supera em mais de 45% o total de mortos pela polícia americana em todos os EUA em 2014.

Uma análise sobre o perfil das vítimas da violência policial, feita pela Anistia Internacional, mostrou que do total de executados pelos agentes entre 2013 e 2015, 99,5% eram homens, 79% negros e 75% com idade entre 15 e 29 anos.

O aumento das incursões policiais próximo a grandes eventos é tão recorrente que chegou a ser citado no filme “Tropa de Elite”, de 2007. Uma das cenas mostra agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fazendo uma incursão para executar traficantes do Morro dos Prazeres, dias antes da vista do Papa João Paulo II à cidade.

Apesar disso, a Secretaria de Segurança do Rio afirma que o número de mortos pela polícia registrou um grande declínio desde o pico de 2007. O órgão atribui isso às Unidades de Polícia Pacificadora (Upps) e ao maior rigor com a conduta dos agentes. Segundo a secretaria, desde 2007, mais de 2 mil policiais foram expulsos da corporação por abuso de poder.

Além disso, o governo do estado afirma que pesquisas de opinião mostraram que 92% dos entrevistados se disseram satisfeitos com a segurança na cidade durante a Copa.

Fontes:
The Finacial Times-Rio de Janeiro’s favelas braced for Olympics violence

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2 Opiniões

  1. Eng. Paulo Bancovsky Pioneiro fundador da ANE ACADEMIA NACIONAL DE ENGENHARIA e ex Presidente disse:

    A realidade nua e crua, sem retoques, está registrada nas cenas dos dois filmes. Policiais dedicados à causa comum e a defesa da Sociedade, profissionais que honram a farda , diz a mídia que são compelidos a participar coercitivamente de ações que repudiariam. A imposição superior somada ao corporativismo,os viézes de abusos, corrupção e imposição do pavor, como medida usual, se fazem presentes impedindo as defecções e neste caudal de horrores e mal feitos , as mortes se sucedem nos confrontos entre o mal e o pior alcançando inocentes de todos os matizes. Sobram recursos para a corrupção em todos os níveis e faltam recursos para as necessárias diligências em conformidade com os ritos da Justiça Social. Enquanto alguns se beneficiam e se locupletam , crescem os indicadores que dão conta da escalada da perturbação da paz social. Incontáveis prejuízos impedem o natural desenvolvimento, crescimento e progresso dos atingidos direta e indiretamente. Todos somos vítimas. Precisamos urgentemente de dar um basta, caso contrário, haveremos de conhecer a ampliação desenfreada do rol e do ritmo de tão nefastas ações.

  2. Rogerio Faria disse:

    Atacamos os efeitos e nã as acusas. O Papa deu a dica: “Não podermos se reproduzir como coelhos.”
    O problema está crucial está na seguinte frase: “Deus abençoou Noé e seus filhos. Sede fecundos, disse-lhes ele, multiplicai-vos e enchei a terra.”
    Assim como os úteros estão “trabalhando” mais que o Estado, não tem como chegar a uma sociedade mais justa e humana. É ENXUGAR GELO.

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