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Coluna Esplanada

Fim da folia: presos tinham chaves da cela no Pedrinhas

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão descobriu que detentos tinham chaves das próprias celas e circulavam livremente pela unidade

Fim da folia: presos tinham chaves da cela no Pedrinhas
Secretaria investiga a que partes da unidade os presos tinham acesso (Fonte: Reprodução/Divulgação/Exame)

Não bastasse o cenário negativo imposto pelos capítulos sangrentos do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão descobriu que detentos tinham chaves das próprias celas e circulavam livremente pela unidade. A revelação é do governador Flávio Dino (PCdoB). Os presos foram identificados e neutralizados. Agora a secretaria investiga quem deu as chaves, a que partes do presídio os delinquentes tinham acesso e se o pior acontecia: a saidinha para crimes nas ruas da capital.

Calmaria

Desde janeiro a situação se acalmou no complexo, pela atuação forte do governo e do xerife Jefferson Miller, o secretário de Segurança, com carta branca do governador.

Memória

Foi uma cena tragicômica ano passado. Numa chamada ao vivo em rede nacional, o repórter falava enquanto dezenas de detentos pulavam o muro do presídio ao fundo.

Boas-vindas

Quem conhece os rumos da investigação da Operação Lava Jato, que estreou em São Luís, tem certeza de que os detentos de Pedrinhas ganharão novos colegas. Cedo ou tarde.

Rio, todo poderoso

Tudo passa pelo PMDB do Rio. O ex-presidente Lula vislumbrou iminente debandada de Sérgio Cabral, o ex-governador, e do prefeito Eduardo Paes, que já estão ligados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que ainda emplacou o carioca Leonardo Picciani, líder do PMDB na Casa. O pai de Picciani, Jorge, voltou a reinar na Assembleia do Rio. Lula sabe onde pisa. Para muitos petistas, Paes e Cabral ainda são tucanos.

Caravana, versão 2015

Lula, apesar da saúde debilitada, entrou em campo e o PT acredita que seja a tempo. Começou a procurar aliados para evitar a debandada do governo Dilma. A operação resgate é tão intensa que não tem beija-mão. É Lula quem está visitando os — por ora — aliados. E assim percorrerá o Brasil.

Silêncio

Há um nome impronunciável dentro do Planalto e do PT: Eduardo Cunha tornou-se o maior estorvo da história do partido, pelo momento vivido pelo partido, imprimindo derrotas e vexames à gestão e ao partido nos seus 35 anos.

À deriva

A Receita Federal teme não ter estrutura e funcionários suficientes para cuidar do iate de R$ 100 milhões de Eike Batista apreendido pela PF. A manutenção deve ser diária.

Contramão

Antes que o caminho seja o inverso, vale o registro: os deputados estaduais do Paraná entraram ontem de camburão na Assembleia Legislativa. A avenida foi bloqueada por uma multidão de servidores contra o pacote fiscal do governador Beto Richa (PSDB).

Espelho do Brasil

Quase quebrado, a exemplo de outros estados, diante da recessão na economia, o governo do Paraná atrasa salários e abonos de servidores desde dezembro. O pacote ainda cortava benefícios para 2015. Richa ontem recuou.

Ameaça ou recado?

No artigo ‘Ingratidão e Calúnia’, publicado no blog do conhecido jornalista Magno Martins, o advogado Bráulio Lacerda, que defende o empresário Eduardo Monteiro, indicou que pessoa ultrajada lava honra em sangue — a outra opção, a Justiça, e deixou em alerta o jornalista Henrique Barbosa, dos mais conceituados do Nordeste.

Vai pra cima!

Ex-editor da Folha PE, de Monteiro, Henrique está com três contas bloqueadas por pendências trabalhistas numa empresa do magnata. E tem cobrado ele para liberação do que lhe pertence. Diante do artigo, Barbosa desabafou: ‘Pernambuco é um dos estados mais violentos do país. Não posso virar estatística’. E acionou seu advogado.

Detalhes

Eduardo Monteiro é irmão de Armando, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A despeito dos laços, pouco, muito pouco se entendem.

Trote lega

A Faculdade Maurício de Nassau lançou o projeto Árvores Literárias, o ‘trote legal’ e sem violência dos calouros em Fortaleza: doação de livros e incentivo à leitura.

Espelho, espelho meu

Circula em Brasília uma verdade incontestável nas rodinhas do Poder: há algo que a PF não conseguirá apreender nos bens de Eike Batista. O seu ego.

Ponto Final

Hoje é a sexta-feira 13 da Petrobras. Que cenário horrível para a história da estatal!

Com Equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Quando da decapitação de presos no ano passado, com cenas horríveis capazes de não deixar nenhum muçulmano invejoso, descobriu-se que os presos administravam os pavilhões, sem qualquer controle pelas autoridades penitenciárias. Portanto, o que o atual governador do Maranhão descobriu já era sabido publicamente e esta realidade está disseminada na maioria dos presídios do país, sendo a causa das violências contra os presos novos que chegam e são obrigados a se submeterem a violentas chantagens e humilhações pela turba organizada, tais como fornecer dinheiro, providenciar drogas e celulares, e até emprestar as visitas íntimas, quando não são sexualmente seviciados e maltratados. Não se trata de algo novo em nosso sistema prisional, porém algo que a imprensa faz questão de esconder, exatamente por ser escancaradamente evidente e recorrente. No caso, o sintomático do episódio de Pedrinhas ocorreu com o desaparecimento súbito da Ministra dos Direitos Humanos, a tresloucada Maria do Ossário, que como professora, adora um discurso de deveres e obrigações do estado, mas na função que lhe foi confiada, não soube agir, não soube o que fazer, não foi capaz de nada, a não ser acusar a sociedade como se fosse uma cidadã comum e não uma representante de um órgão que teria a missão de resolver estes assuntos. O que comprova que o fracasso do governo Dilma não se resume a matérias econômicas. Até mesmo nos Direitos Humanos, a omissão foi total, a menos da vendetta contra os torturadores anistiados do regime militar.

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