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Corte na estimativa

FMI reduz previsão do PIB brasileiro de 2014 para 0,3%

Órgão reduziu a previsão de crescimento deste ano de 1,3% para 0,3%, e a do ano que vem de 2% para 1,4%. É o maior corte entre as maiores economias e a previsão mais baixa entre os emergentes

FMI reduz previsão do PIB brasileiro de 2014 para 0,3%
PIB brasileiro de 2014 só será maior que o da Rússia, que por conta dos conflitos com a Ucrânia crescerá apenas 0,2%.(Reprodução/Internet)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tornou a reduzir a estimativa de crescimento do Brasil para 2014 e 2015. O órgão reduziu a previsão de crescimento deste ano de 1,3% para 0,3%, e a do ano que vem de 2% para 1,4%.

Os dados fazem parte do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado pelo FMI a cada três meses. Na análise do órgão, a redução da previsão brasileira para 2014 foi a maior entre as maiores economias do mundo. Segundo o relatório, o Brasil deve crescer abaixo da média de 1,8% prevista para os países desenvolvidos, e bem menos que a média de 4,4% estimada para os países emergentes.

O PIB brasileiro de 2014 só será maior que o da Rússia, que por conta dos conflitos com a Ucrânia tem uma previsão de crescimento de apenas 0,2%. O economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, citou como principais fatores da redução da previsão a desaceleração do investimento e a diminuição do consumo das famílias.

“Competividade fraca, baixa confiança empresarial e condições financeiras mais apertadas afetaram o investimento, enquanto a moderação em curso do emprego e do crescimento do crédito têm pesado sobre o consumo”, diz o relatório.

O texto prevê ainda uma retomada moderada na atividade em 2015, “uma vez dissipada a incerteza política em torno da eleição presidencial deste ano”. Contudo, o órgão afirma que a inflação permanecerá do teto da meta de 6,5%.

Fontes:
Valor-FMI corta previsão e PIB do Brasil deve crescer muito abaixo da média

2 Opiniões

  1. Samuel Reis disse:

    O agravante para o pífio desempenho econômico brasileiro, assim como o de vários outros países, subsiste especialmente no modelo político-econômico vigente, de maneira que todos os índices econômicos geralmente são artificiais. Não há que se falar em crise considerando que há recursos materiais suficientes para manutenção de toda a cadeia produtiva face às demandas. Fato é que praticamente todos recursos concentram-se nas mãos de pequenos grupos de oligarcas, monopólios industriais, banqueiros e todo tipo de especulador. Porventura não existe a indústria da fome ou até mesmo da fé ? E à quem servem os religiosos, sempre dispostos à salvar almas, enquanto morrem à centenas, aos milhares, moribundos mundo afora, para não citar as chacinas nas grandes cidades e agora o ebola. Por que para determinados setores,como a indústria de guerra, não faltam recursos financeiros e raramente fale-se em crise ? Verdade é que enquanto muitos pseudo democratas aqui e lá fora vivem tagarelando sobre esse ou aquele problema muitos morrem de desnutrição ou vítimas da violência urbana, do crack ou da omissão do poder público. Poder esse que não os representam. Todos esses ingredientes tem por finalidade a manutenção de toda a riqueza nas mãos do mesmos de sempre, dos homens invisíveis, os lacaios da humanidade, muitas das vezes personificados nos fantoches do PT, PSDB,PCB, PQP … ou será que tudo isso é produto natural da evolução humana ?

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Calma gente, o ano não chegou ao fim. Até a virada de ano nosso PIB estará negativo. Com todo o mundo crescendo, Dona Chirinola conseguiu puxar o país para trás no ano de eleições. O que isto significa? A primeira conclusão é que o PT nunca teve um projeto econômico para o país. Preferiu navegar nas águas tranquilas das reformas implementadas no governo FHC, e no impressionante aumento de exportação de commodities na primeira década. Com o fim do ciclo, ninguém no partido sabia o que fazer para levar o país ainda mais a frente, trocando os pés pelas mãos e dando no que deu, apesar de todas as advertências. Quanto à Rússia, o fraco desempenho se deve as sanções da Comunidade Europeia, CONSEQUÊNCIAS do conflito com a Ucrânia, mas não causadas pelo conflito.

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