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MATO GROSSO

Focos de incêndio no parque do Xingu batem recorde

Apenas neste mês já foram registrados 3.891 focos de incêndio. Em todo o ano passado foram 2.728

Focos de incêndio no parque do Xingu batem recorde
Fumaça das queimadas no entorno de uma aldeia no parque indígena do Xingu (Fonte: Reprodução/Folhapress)

Os focos de incêndio no parque indígena do Xingu, no Mato Grosso, aumentaram significativamente neste ano. Apenas neste mês já foram registrados 3.891 focos. Em todo o ano passado foram 2.728, e em 2014 foram 2.677.

O Ibama decretou situação de emergência e um total de 161 servidores e brigadistas foram chamados para a região. O combate ao fogo conta também com o auxílio de um helicóptero.

Entre os brigadistas, há 25 índios xinguanos. Com borrifadores de água atados às costas e “vassouras de bruxas”, juntos eles tentam abafar o fogo.

Apenas neste ano, quase 8% da área total do parque já foi queimada. Dados do Instituto Socioambiental apontam para um risco de o Xingu superar a marca história de 2010, quando 10% da vegetação do parque foi consumida pelo fogo.

De acordo com um estudo do Ipam, já há uma mudança climática na região. Além do impacto do acúmulo de gases do efeito estufa, a região também vem sendo afetada pelo desmatamento nos limites do parque, tomado por pastagens e pela soja, o que tem desencadeado um aumento da temperatura local e alterações no regime hidrológico.

O Ipam ressalta que o período anual de estiagem na região aumentou, em média, três semanas. Há registros de seca em sete dos últimos dez anos. Acredita-se que as secas seguidas impedem a reposição da água no subsolo, o que reduz a capacidade da floresta de se manter verde.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Desmatamento e seca fazem índios do Xingu perderem 'tecnologia do fogo'

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