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DEMISSÃO EM MASSA

GM demite 4 mil funcionários na América do Norte

Demissões fazem parte do plano de reestruturação anunciado em novembro, que visa cortar 14 mil postos de trabalho da companhia

GM demite 4 mil funcionários na América do Norte
Cortes se concentração em centros de tecnologia da informação da montadora (Foto: Reprodução/General Motors)

A General Motors (GM), maior montadora dos Estados Unidos, iniciou na última segunda-feira, 4, um processo de demissão em massa para cortar 4 mil funcionários de seus escritórios na América do Norte.

As demissões fazem parte do plano de reestruturação anunciado pela GM em novembro do ano passado, quando a montadora informou que pretende cortar 14 mil vagas e fechar plantas nos EUA e no Canadá. As demissões anunciadas na segunda-feira miram o setor administrativo da empresa, que deve ser reduzido em torno de 15%.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, os cortes em massa se concentração em centros de tecnologia da informação da montadora nos estados do Texas, Georgia, Arizona e Michigan.

“Essas ações são necessárias para garantir o futuro da companhia, que inclui preservar milhares de empregos nos EUA e ao redor do mundo. Estamos tomando esta medida agora [os cortes em massa] enquanto os mercados financeiro e de trabalho estão fortes, o que aumenta a capacidade dos funcionários afetados de continuar avançando em suas carreiras, se assim decidirem”, disse o porta-voz da montadora, Pat Morrissey, destacando que as demissões devem ser concluídas em duas semanas.

Em novembro do ano passado, a GM anunciou que pretende suspender a produção em pelo menos cinco fábricas da montadora na América do Norte e cortar 14 mil postos de trabalho. O corte representa mais de 10% do total de 124 mil trabalhadores da GM.

Segundo a chefe executiva da empresa, Mary T. Barra, as medidas fazem parte de um plano de reestruturação. O plano é um esforço da montadora para lidar com as quedas de vendas registradas em decorrência da mudança nas preferências dos consumidores, que estão mais voltados para modelos utilitários esportivos (SUVs) e picapes e menos interessados em sedãs, como o Fusion e o Fiesta. As fábricas atingidas ficam em Lordstown (Ohio), Hamtramck-Detroit (Michigan), nos EUA, e Oshawa, em Ontário, no Canadá.

A reestruturação também visa reduzir os impactos gerados pela queda nos lucros decorrente da guerra comercial promovida pelo presidente americano Donald Trump. Em junho de 2018, a GM reduziu sua previsão de lucro para o ano, uma vez que as sobretaxas aplicadas por Trump elevaram o custo de produção da montadora por conta da alta no preço do aço.

No Brasil, a montadora atravessa dificuldades que podem resultar no fim de suas atividades no país. A companhia registra prejuízos no Brasil desde 2016 e considera o ano de 2019 um momento crucial para decidir seu futuro no país.

Em janeiro deste ano, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, distribuiu um comunicado interno alertando para “o momento muito crítico” que vive a empresa no Brasil.

A montadora tenta negociar com representantes de trabalhadores das unidades de São Caetano do Sul e de São José dos Campos o que classificou como “cota de sacrifício” dos funcionários para evitar a suspensão de investimentos ou até mesmo o fechamento de unidades.

A GM tenta negociar com governos, fornecedores e sindicados a implementação da jornada de trabalho intermitente – quando o funcionário é contratado por hora ou dia –, o aumento da jornada de trabalho de 40 para 44 horas semanais, entre outras medidas.

O sindicato de São José dos Campos já se posicionou contra qualquer proposta que envolva demissões e flexibilização de direitos. “Não aceitaremos que os trabalhadores paguem esta conta com seus empregos. A GM é líder de mercado e não há qualquer motivo que justifique o fechamento de fábricas, como vem sendo anunciado”, afirmou o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.

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