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DIANTE DE PREJUÍZOS

GM derrapa na curva e pode deixar o país

Com lucro global superior a US$ 2,5 bilhões no último trimestre, a montadora aponta perdas no Brasil, em 2018, na casa do bilhão de reais

GM derrapa na curva e pode deixar o país
'Não vamos continuar investindo para perder dinheiro', disse a presidente da montadora (Foto: Facebook/General Motors)

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Maior subsidiária da General Motors na América do Sul, a líder de vendas GM Brasil está considerando a possibilidade de sair do país. Com lucro global superior a US$ 2,5 bilhões no último trimestre, a montadora – dona da marca Chevrolet – aponta perdas no país, em 2018, na casa do bilhão de reais, mesmo com fatia de 18,53% do mercado brasileiro. Em repercussão ao anúncio global, assinado pela presidente mundial da montadora, Mary Barra, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, distribuiu comunicado interno em que alerta para “o momento muito crítico” que vive a empresa. Barra chegou a dizer que “Não vamos continuar investindo para perder dinheiro”.

Com 20 mil funcionários lotados nas fábricas em Mogi das Cruzes, São Caetano do Sul e São José dos Campos (SP), Gravataí (RS) e Joinville (SC), a montadora – com 92 anos de Brasil – produziu e vendeu quase 390 mil carros somente no ano passado, entre eles o Onix, o carro mais vendido do país. Diante dos fatos acima, centrais sindicais de metalúrgicos – como o CSP-Conlutas e a Força Sindical – emitiram nota conjunta de contestação às alegações da GM.

Nesta terça-feira, 22, Zarlenga informou aos representantes de trabalhadores das unidades de São Caetano do Sul e de São José dos Campos que é necessária uma cota de “sacrifício” dos funcionários para evitar a suspensão de investimentos ou até mesmo o fechamento de unidades. A empresa pretende negociar com o governo, os fornecedores e os próprios sindicatos para promover novos investimentos.

O sindicato joseense se posicionou contra qualquer proposta que envolva demissões e flexibilização de direitos para garantir empregos, salários e direitos dos 4.800 colaboradores. “Não aceitaremos que os trabalhadores paguem esta conta com seus empregos. A GM é líder de mercado e não há qualquer motivo que justifique o fechamento de fábricas, como vem sendo anunciado”, afirmou o vice-presidente do Sindicato, Renato Almeida.

Com os carros na contramão: PWC aponta otimismo do empresariado

A montadora parece alinhar seus veículos na contramão em relação às demais empresas no país. Uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo nas áreas de auditoria e consultoria, a PricewaterhouseCoopers apresentou nesta terça-feira, em Davos, pesquisa mostrando o otimismo do empresariado brasileiro e a posição do Brasil como o 6º país mais atraente para investimentos – atrás somente dos Estados Unidos, da China, da Alemanha, da Índia e do Reino Unido. O impacto do relatório foi muito maior que os parcos seis minutos de discurso de um acanhado presidente Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial na comuna suíça.

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3 Opiniões

  1. BS disse:

    Lance arriscado da GM. A marca sai arranhada depois com essas declarações.

  2. Regina disse:

    Gente, se a GM que é um colosso mundial, que tem benesses do governo não consegue lucrar no Brasil, quem consegue?? E os microempresários que não têm ajuda nenhuma?

  3. Roberta disse:

    O Brasil mudou. Estamos no rumo de uma economia mais liberal. A GM e as outras empresas terão que se adaptar à nova realidade.

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