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Medida polêmica

Gol vai pagar bônus para pilotos que economizarem combustível

Medida, que promete gerar muita polêmica, seria uma tentativa da companhia de reduzir gastos

Gol vai pagar bônus para pilotos que economizarem combustível
Gol: bônus por economia de combustível (Fonte: Reprodução/Divulgação)

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Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 15, revelou que a companhia aérea Gol estabeleceu um bônus para pilotos e comissários de bordo por economia de combustível.

A medida, que promete gerar muita polêmica, seria uma tentativa da companhia de reduzir gastos. A Gol teve um prejuízo de R$ 1,5 bilhão no ano passado.

Alguns analistas de segurança de voo ouvidos pelo jornal dizem que, no limite, o bônus pode levar um piloto a tomar decisões baseadas não apenas na segurança, mas também no que poderá ganhar se economizar combustível.

Por outro lado, a Anac e outros especialistas afirmam que não há risco se os pilotos seguirem os procedimentos de segurança.

Economia x segurança

A Gol também garante que não há risco. A companhia ressaltou que seus pilotos são bem treinados e que monitora os voos para detectar eventuais desvios. A Gol informou ainda que, entre economia e segurança, a prioridade será sempre a segurança.

Além disso, segundo a companhia aérea, as metas não são individuais, o que evita riscos à segurança. O objetivo da Gol é economizar 700 toneladas de combustível por mês. Isso significa que é preciso reduzir em 40 segundos o tempo de cada voo e garantir 55,1% dos voos sem atraso.

Caso essa meta seja atingida, a economia será de R$ 1,9 milhão por mês. Desse total, R$ 820 mil serão divididos entre pilotos e comissários da companhia.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Gol estabelece bônus polêmico para pilotos por economia de combustível

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2 Opiniões

  1. olbe disse:

    É a atitude mais louca que já vi. Como eles podem economizar? Vão deixar de levar gasolina pra casa? Vão parar de ficar passeando pelos estacionamentos do aviões? Por favor me expliquem como é que eles pode economizar/ Só se eles decidirem não fazerem todas as viagens programadas, não é?
    Tmbém não consigo entender: as passagens estào cada vez mais caras, o atendimento pior,taxas abusivas e o atendimento ao consumidor cada dia pior… Durante o vôo tudo é pago…Como estão no prejuízo?

  2. Andre Luiz D. Queiroz disse:

    @olbe,
    Trabalhei com abastecimento de aviação durante quase dez anos. Mais de 40% do custo operacional de qualquer Cia. de aviação é com combustível, cujo preço só faz aumentar (detalhe: no Brasil, as cias. têm contratos com as distribuidoras pelo preço do serviço de abastecimento em cada localidade, mas o preço do combustível em si tem variação mensal!). É um fator crítico para todas Cia. aérea minimizar seus gastos com combustível.

    É possível economizar combustível como medidas como, por exemplo: taxiar usando somente um dos motores da aeronave (quando as condições permitirem); calcular o requerimento de combustível com mais parcimônia (é atribuição do piloto da aeronave pedir mais ou menos combustível, segundo seu entendimento para as condições de voo que for enfrentar); buscar manter altitudes de voo maiores, para ter menos resistência aerodinâmica; reduzir o peso da aeronave, etc. Tudo isso se reflete em economia de combustível.

    Todas as Cias. aéreas da atualidade buscam otimizar ao máximo o uso de suas aeronaves, para economizar. Aeronaves voando com menos de 75% de sua capacidade de passageiros dão prejuízo! Aliás, nãos e enganem: muitas vezes, as Cias. aérea cancelam voos alegando motivos técnicos, e transferem passageiros de um voo para outro — mas na verdade estão tentando justamente evitar voos com baixa ocupação!

    A diminuição e até mesmo a cobrança dos serviços de bordo em voos domésticos também acrescenta pouco à receita operacional da Cias. Mas voos que oferecem menos serviços de bordo são voos que partem com menos peso “não pagante”, o que otimiza o consumo de combustível! É a mesma lógica das famigeradas barrinhas de cereal; não é que sanduíches e bebidas quentes sejam tão mais caros; é que se a comida e bebida são servidas frias mesmo, não há necessidade das chamadas ‘ilhas de serviço’ com fornos de microondas nas aeronaves — e sobra espaço para mais uma fileira de passageiros ‘pagantes’!

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