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Governo abandona o projeto ‘Pátria Educadora’

Contrariado, ministro dos Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, que elaborou o projeto, deve deixar o governo

Governo abandona o projeto ‘Pátria Educadora’
Dilma decidiu apoiar o ministro da Educação, Renato Janine, e deve retirar da SAE o status de ministério (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Uma rixa de protagonismo político entre o ministro dos Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o titular da pasta de Educação, Renato Janine Ribeiro, tornou inviável a implementação do projeto “Pátria Educadora”, lema do segundo mandato de Dilma que tem sido fortemente explorado em campanhas de marketing. A informação é da revista Exame.

Leia também: Mangabeira Unger: o estrategista da presidente Dilma

O plano, elaborado por Unger e lançado no discurso de posse da presidente, listava metas na área da educação que seriam prioridade na agenda do governo. Mas, diante da queda de braço entre os dois ministros, o governo apoiou Janine e decidiu que o Plano Nacional de Educação (PNE) será sua principal bandeira na área da educação, engavetando as investidas de Mangabeira na área.

Contrariado, Mangabeira deve pedir desoneração do cargo. Sua pasta também deve perder o status de ministério na reforma administrativa. Segundo o blog de Lauro Jardim na revista Veja, Radar Político, Mangabeira, citando um problema de saúde na família, viajou para Harvard na semana passada e não deve mais voltar.

A disputa

Segundo fontes citadas pela revista Exame, o duelo de egos entre Mangabeira e Janine começou quando a presidente pediu a Mangabeira que elaborasse um “plano de concepção” envolvendo o mote Pátria Educadora. Mangabeira, que pleiteava assumir o MEC após a saída de Cid Gomes (PDT), decidiu incluir no plano uma proposta de diretrizes curriculares para a Base Nacional Comum da Educação, que define o que os alunos devem aprender em cada etapa da educação básica. Foi aí que Mangabeira extrapolou suas funções, já que quem apresenta propostas de educação é o MEC.

Segundo a Exame, “autoritário” e “megalomaníaco” são alguns dos adjetivos usados pela cúpula do Planalto para descrever a atuação de Mangabeira na SAE. A pasta deve ser incorporada ao Ministério do Planejamento. Enquanto isso, o futuro do “Pátria Educadora” é desconhecido.

 

4 Opiniões

  1. Markut disse:

    O futuro de Pátria Educadora continuará incerto e desconhecido, num ambiente gestor em que o apetite cívico para esse problema é nenhum.

    Deixa assim que está bom.! Quanto mais ignorante for o voto que há atrás de cada um desses brasileiros desavisados, desinformados e anestesiados, tanto melhor.e vale o trágico circulo vicioso:

    ignorância > maus gestores > ignorância

    Preserva-se assim o exército de analfabetos funcionais ,eleitores sem cidadania, encabrestados e iludidos. Haja futebol, novela, cachaça e carnaval!

    Enquanto isso, engrossa-se a geração nem – nem, o que contribui para a baixa produtividade no trabalho , perante um mundo globalizado, altamente competitivo e lotam-se cadeias, de jovens levados à marginalidade.

    Os nossos gestores não sabem fazer a conta do que é mais barato; se mais escolas, ou mais cadeias.

    Por outro lado, são precisos cerca de 5 brasileiros para ter a mesma capacidade de um trabalhador americano, ou alemão.

  2. jayme endebo disse:

    Este Mangabeira é um incompetente não passa de mais um palpiteiro do governo, ele deveria no mínimo aprender a falar portugues, sotaque horroroso.

  3. marina do rocio disse:

    É uma pena! Nosso País está perdendo forças e a EDUCAÇÃO em decadência.
    Nossos Governos priorizam qualquer coisa menos a EDUCAÇÃO.

    A valorização dos profissionais da EDUCAÇÃO está longe de acontecer.Foi criado um piso mísero e mesmo assim os governos não cumprem.
    Qualquer pessoa reconhece que é impossível ser bom professor/educador com o salario que ganha.
    É uma pena!

  4. olbe disse:

    Ela precisa antes cortar seus próprios gastos:
    Crise? Governo vai comprar utensílios de prata para refeições da presidente
    Em pregão previsto para o próximo dia 15, Planalto estima gastar R$ 215.615,59

    POR WASHINGTON LUIZ
    BRASÍLIA — Apesar de defender o corte de gastos para recuperar a economia, o governo não pretende poupar na compra de material para os jantares da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e para a Granja do Torto. Em pregão previsto para ser realizado no próximo dia 15, o governo estima gastar R$ 215.615,59 com rechauds(utensílios utilizados para manter os alimentos quentes), colheres, espátulas e outros materiaispara serem usados nas refeições da presidente.

    O edital exige que a maioria dos utensílios seja de prata para manter a padronização, e traz imagens dos modelos que a presidência quer adquirir. Só com os rechauds, o governo deve desembolsar R$ 62,6 mil. São 30 unidades que variam entre R$ 300 e R$ 5,8 mil, conforme as especificações. Ainda serão compradas dez colheres, ao preço unitário de R$ 303,33, e cinco espátulas de prata, que vão custar R$ 1.166,67 cada uma.

    Outro gasto previsto é com dez apoios para colher em prata, a custo de R$ 796,70 cada. Para ornar os ambientes dos palácios, R$ 11 mil serão gastos na compra de dez cachepots em prata(recipientes usados para colocar os vasos de planta).

    Não é a primeira vez este ano que o governo adquire produtos requintados para a Presidência da República. Em abril, foi autorizada a compra de dez baldes de gelo térmico, no valor total de R$ 9 mil. Os baldes também são de prata, e de “design elegante, com alça, durável e práticos”, segundo descrição disponível no Portal da Transparência.
    A Secretaria-Geral da Presidência, responsável pela compra, ainda não justificou os motivos da aquisição.

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