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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Governo amplia recorde de agrotóxicos liberados em 2019

Desde janeiro, já são 239 autorizações. Lista inclui itens proibidos na Europa e outros que já foram classificados como ‘muito perigosos para o meio-ambiente’

Governo amplia recorde de agrotóxicos liberados em 2019
Governo federal liberou o uso de mais 42 novos agrotóxicos no país (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O governo federal liberou o uso de mais 42 novos agrotóxicos no país neste ano. Desde janeiro, já são ao todo 239 autorizações.

A decisão, que amplia o recorde de pesticidas liberados pelo Ministério da Agricultura neste ano, foi publicada nesta segunda-feira, 24, no Diário Oficial da União (DOU).

O Ministério da Agricultura afirmou que boa parte das novas substâncias autorizadas segue fórmulas que já estão no mercado e que o objetivo é “aumentar a concorrência e baratear os custos” dos agrotóxicos. Ainda segundo a Pasta, somente uma delas não tinha ainda sido introduzida no Brasil.

A lista inclui, no entanto, itens que já foram proibidos pela União Europeia e vários classificados como “muito perigosos para o meio-ambiente” pelo próprio governo.

De acordo com a porta-voz do Greenpeace, Marina Lacôrte, a regulamentação dos agrotóxicos autorizados pelo governo federal desde janeiro ignora bases científicas. Em entrevista ao jornal O Globo, Marine afirmou que “não há produtos novos ou que nunca tinham sido liberados antes, com exceção de um, mas há muitas combinações novas, que podem ter efeitos diferentes e que ainda não foram estudadas. A patente é quebrada e outras indústrias passam a produzir. Há, ainda, produtos que serão descontinuados em breve por serem muito tóxicos (na avaliação do governo), mas foram liberados com novas marcas”.


Fontes:
O Globo - Governo federal libera mais 42 agrotóxicos no Brasil e amplia recorde desde a posse de Bolsonaro

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2 Opiniões

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Quando uma patente se aproxima de tornar-se pública, logo aparece uma grande quantidade de especialistas condenando o produto e defendendo o novo xarope milagroso preparado para manter o laboratório com o monopólio. Foi o que ocorreu com o gás de refrigeração CFC nos anos 90 em que cientistas de todo o mundo misteriosamente criaram a teoria dos buracos de ozônio que iria nos torrar com a luz do sol. Ninguém explicou como foi medido o tal buraco de ozônio, mas não foi preciso: um novo e “revolucionário” gás de refrigeração veio a substituir o CFC, encarecendo geladeiras e metendo os brasileiros em mais uma fria.
    Agora estamos na véspera de acontecer a mesma coisa com o glyfosato. Os próprios donos da marca são os que financiam a condenação do produto, depois que a perda da validade da patente indica a possibilidade de uma redução de custos no agronegócio.

  2. Matias disse:

    Carlos, vc é MT otário. Quer continuar comendo veneno?? O afinamento da camada de ozônio foi medido por satélites. Existem imagens na internet para livre pesquisa. Não seja um asno conspiracionista, quanto vale a sua saúde? e a sua vida?? Aumento no preço é efeito colateral necessário para tirar esse produto que foi adotado precocemente e está destruindo o meio ambiente. Vc não pode viver sem um ecosistema, então pense bem. #PlanteOrgânicos

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