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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Governo autoriza novos agrotóxicos

Foram autorizados mais 63 agrotóxicos. Ao todo, 325 já foram liberados em 2019, fazendo do ano o 3º com mais liberações, atrás apenas de 2017 e 2018

Governo autoriza novos agrotóxicos
A liberação de agrotóxicos em 2019 já é a terceira maior da história para um ano (Foto: Pixabay)

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou, nesta terça-feira, 17, mais 63 agrotóxicos. Ao todo, 325 pesticidas já foram liberados em 2019, sendo o maior índice para o período da série histórica, iniciada em 2005. A liberação foi publicada no Diário Oficial da União.

A liberação de agrotóxicos em 2019 já é a terceira maior da história para um ano, ficando atrás apenas dos anos de 2017 e 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, quando foram liberados 405 e 450 agrotóxicos, respectivamente.

Caso a tendência de liberação se mantenha, 2019 pode ser o ano com a maior liberação de agrotóxicos da história. Isso porque, em 2017 e 2018, até o dia 17 de setembro dos respectivos anos, foram liberados 240 e 309 pesticidas, número abaixo dos 325 já aprovados neste ano.

Segundo um comunicado do Mapa, sete dos agrotóxicos liberados nesta terça-feira são novos, enquanto outros 56 são genéricos, tendo como base ingredientes que já estavam presentes em produtos ofertados no mercado brasileiro. Segundo o coordenador de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Carlos Venâncio, o objetivo da aprovação de produtos genéricos é fomentar a concorrência.

“As aprovações de novos produtos técnicos equivalentes significam que novas fábricas estão autorizadas a fornecer ingredientes ativos para fabricação dos produtos formulados que já estão registrados, possibilitando um aumento na concorrência no fornecimento industrial destas substâncias”, explicou Venâncio.

Entre as substâncias aprovadas pelo Mapa nesta terça-feira está o Dinotefuram, que não é autorizado pela União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde é usado desde 1985. No Brasil, ele é considerado extremamente tóxico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A liberação dos agrotóxicos foi publicada um dia depois de um intenso debate sobre o uso de agrotóxicos em uma comissão geral da Câmara dos Deputados. O tema do debate foi o projeto de lei (PL) 6.299/02, que facilita a liberação de agrotóxicos e renomeia as substâncias como “pesticidas” – projeto que é chamado por críticos como “pacote do veneno”; e o PL 6.670/2016, que estabelece a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos.

O debate dividiu opiniões durante a sessão, segundo informou a Agência Câmara. Defensores afirmavam que os agrotóxicos eram seguros, enquanto críticos defendiam uma redução no uso das substâncias. A nutricionista e apresentadora de televisão Bela Gil, que participou da reunião, afirmou que os críticos não defendem um fim imediato dos agrotóxicos, mas uma transição e incentivos a outros modos de produção.

“Só neste ano, já foram liberados mais de 300 novos agrotóxicos, enquanto programas voltados à agricultura familiar e sem veneno são totalmente enfraquecidos. […] Não liberaram nenhuma linha de financiamento séria e fácil de acessar para produção agroecológica, mas não se abre mão de R$ 2 bilhões de isenções fiscais por ano com agrotóxicos”, apontou Bela Gil.

Leia também: Consumo de alimentos com agrotóxicos no Brasil é seguro?
Leia também: Os impactos gerados por agrotóxicos em zonas rurais

Fontes:
G1-Governo autoriza mais 63 agrotóxicos, sendo 7 novos; total de registros em 2019 chega a 325
Congresso em Foco-Ministério da Agricultura autoriza 63 agrotóxicos, sete inéditos no país

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1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    A palavra agro-tóxico tem forte bias esquerdista/ambientalista/aquecimentista, enfim tudo o que há de ruim. O termo correto é defensivo agrícola, sem os quais metade da África já teria morrido de fome.

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