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CORRUPÇÃO

Brasil balança, mas não cai

Escândalos de corrupção não afundaram as esperanças de recuperação econômica no Brasil, diz 'Economist'

Brasil balança, mas não cai
Lista de Fachin atingiu todos os principais partidos políticos do Brasil (Foto: Wikipedia)

Um artigo publicado nesta quinta-feira, 20, na revista Economist, chama a atenção para a marcha do Brasil em meio aos escândalos de corrupção.

O artigo lembra que a extensa lista de parlamentares investigados na Operação Lava Jato, com oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados, atingiu todos os grandes partidos políticos e a maioria dos possíveis presidenciáveis das eleições de 2018.

Apesar disso, segundo a revista, ela não teve um impacto considerável no cenário econômico do país. “O valor da moeda brasileira, as ações e os índices da bolsa de valores caíram após as revelações de Fachin, mas apenas brevemente. […] Um dos motivos para isso é que os alvos de Fachin são apenas investigados, não denunciados”, diz o texto.

A revista ressalta que a lista de Fachin revela a quantidade de dinheiro que os parlamentares supostamente receberam para enriquecer suas contas, seus partidos ou os dois. “Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, é acusado de receber R$ 93 milhões. Aécio Neves, senador (e potencial candidato à presidência), supostamente recebeu R$ 65,5 milhões. Todos na lista de Fachin negam irregularidades”, diz o artigo.

O texto diz que o presidente Michel Temer tenta passar um ar de normalidade e que o tempo que a lista levará para ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal dá aos parlamentares tempo para respirar. Além disso, a revista diz que a calmaria na opinião pública é um ponto a favor para o governo. “Temer tem sorte que os eleitores estão se sentindo mais sarcásticos do que enfurecidos. Não há planos de repetir os massivos protestos anticorrupção que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff no ano passado. A revelação da lista de Fachin reafirmou aos brasileiros que o fluxo avança sem interferência”, diz o artigo.

Fontes:
The Economist-New Brazilian corruption probes and their consequences

2 Opiniões

  1. Markut disse:

    Uma opinião tão cor de rosa como essa do Economist, parece não considerar as semelhanças qualitativas, não quantitativas ainda, entre Venezuela e Brasil, ambos vítimas do famigerado populismo predador e irresponsavel, tipicamente latino americano, calcado em culturas herdadas, que favorecem as históricas oligarquias, a impunidade e a imunidade.

  2. laercio disse:

    Os políticos brasileiros e nosso sistema jurídico são um absurdo.
    O teor das entrevistas, que nossos políticos, dão na TV,mostra uma falta de conhecimento completo sobre tudo que pode fazer uma nação crescer; sinceramente, me preocupa o papel de nossas faculdades que formam profissionais sem qualquer ética, profissionais pronto a atender seus interesses pessoais a qualquer custo…

    Em síntese, o que vemos hoje são vários engravatados quase desmontando de velhos querendo poder a qualquer custo.

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