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CARÁTER DE URGÊNCIA

Governo eleva pressão para aprovar reformas

Planalto promete afagos políticos a parlamentares da base aliada que votarem a favor das reformas e punição aos que votarem contra

Governo eleva pressão para aprovar reformas
Temer quer aprovar reforma da previdência na comissão especial da Câmara ainda esta semana (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O governo quer acelerar o trâmite das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso. A ideia é aprovar as propostas o mais cedo possível para evitar a pressão popular e de deputados por novas mudanças nos textos das propostas.

O presidente Michel Temer pretende aprovar a reforma da Previdência na comissão especial da Câmara já na próxima quinta-feira, 4. Para angariar apoio de parlamentares ainda indecisos, o governo pretende barganhar afagos políticos aos que se comprometerem a votar a favor. Já parlamentares da base aliada que insistirem em votar contra as reformas serão punidos com a exoneração de indicados por eles para cargos no segundo e terceiro escalão do governo, além da suspensão de emendas defendidas pelos mesmos. A retaliação foi iniciada nesta terça-feira, 2, quando foram publicadas no diário oficial as primeiras exonerações de apadrinhados do PTB, PROS e PSD que ocupavam cargos no governo. A medida é uma punição a parlamentares dos partidos em questão que votaram contra a reforma na Câmara.

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Em outro front, no Senado, o governo trabalha para aprovar caráter de urgência na votação da reforma trabalhista, aprovada na semana passada na Câmara, 296 votos a favor e 177 contra. No Senado, a proposta deve passar por pelo menos três comissões especiais antes de ir à votação no plenário (Constituição e Justiça; Assuntos Sociais e Assuntos Econômicos). Se for aprovada a votação em caráter de urgência, ela pulará essas etapas, seguindo direto para votação no plenário.

A oposição promete resistir para impedir que seja aprovado o caráter de urgência. Para isso, buscam apoio de parlamentares da base que insatisfeitos com as reformas do governo. Um deles é Renan Calheiros (PMDB-AL), que vêm tecendo duras críticas Temer.

A reforma trabalhista vem dominando os debates no país. Entusiastas afirmam que ela vai eliminar leis trabalhistas que engessam a contratação de funcionários. Já críticos afirmam que ela ceifa direitos conquistados a duras penas pelo trabalhador.

Um dos pontos mais polêmicos é o chamado “negociado sobre o legislado”, que permitirá que acordos entre empregados e empregadores se sobreponham à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para defensores da reforma, esse ponto dará mais força às representações de empregados nas empresas. Já opositores afirmam que a medida subjuga o trabalhador à autoridade do empregador.

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3 Opiniões

  1. Troianos disse:

    Para fazer essas reformas com tanta pressa sem dar tempo de análises mais profundas sobe temas tão importantes, Temer deve temer alguma coisa e a pergunta que fica é: O que que o Temer teme?

  2. Henrique disse:

    O Brasil tem que equilibrar as suas contas; a receita tem que ser maior que a despesa.

  3. laercio disse:

    Se desejam tanto a aprovação das reformas, então que se faça um único “pacote”, ou seja, diminuição de 50% do soldo de todos os políticos, corte em 80% dos benefícios.

    Não há de se falar em reforma quando uma parte maior está sendo penalizada.

    Esse cidadão tem que aprender que o Brasil não é dele.

    O povo também é culpado, ficou tempo demais “fazendo churrasco no fim de semana”; o povo deve rever urgente seus conceitos culturais e suas relações no geral para poder ser feliz é sair dá influência de tantas opiniões que não nos servem para nada…
    A exemplo de muitas leis, igrejas, amizades, cultura, escolas, etc…

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