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Espionagem americana

Governo estuda dar proteção a jornalista que municia o ‘Fantástico’

Glenn Greenwald tem nas mãos diversas 'bombas' para explodir a cada domingo no programa

Governo estuda dar proteção a jornalista que municia o ‘Fantástico’
Glenn Greenwald se transformou numa espécie de porta-voz do ex-espião americano Edward Snowden (Reprodução/Internet)

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Jornalista, advogado e cotado entre os 25 comentaristas políticos mais brilhantes dos Estados Unidos, o americano Glenn Greenwald escolheu o Brasil para viver. Com conexões e fontes em todo o mundo, ele acabou se transformando numa espécie de porta-voz do ex-espião americano Edward Snowden – que abandonou casa no Havaí, salário de US$ 30 mil por mês e uma linda namorada para denunciar documentos secretos de Washington e se transformar no homem mais procurado do mundo.

Asilado em algum lugar na Rússia, Snowden não corre riscos imediatos. O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Greenwald que tem abastecido o programa “Fantástico” com nitroglicerina pura contra seu próprio país. A primeira matéria denunciou que os cidadãos comuns eram espionados pelas forças de inteligência americanas. Em seguida, veio a certeza de que a própria presidente Dilma era alvo dos arapongas americanos. A mais recente revelação de Greenwald mostra que também a Petrobras foi vítima de espionagem, fato que confirma a violação de segredos da estatal com vistas a vantagens comerciais – coisa que até os Estados Unidos tinham como imperdoável. O que virá por aí no próximo domingo, só mesmo Zeca Camargo e Tadeu Schmidt sabem. As chamadas do programa começam nesta quinta.

Fato é que – a pedido da CPI da Espionagem no Senado – o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e a nossa Polícia Federal estudam dar proteção para Greenwald. Pode ser desde uma mera escolta até a troca de identidade e mudança de cidade. Tudo depende da escolha do protegido.  Isso significa que o jornalista corre sérios riscos. Greenwald trabalhou com Snowden em reportagens sobre os sistemas de monitoramento americano e britânico. É um arquivo vivo e perigoso – para os padrões americanos.

O que parece um roteiro de um excelente filme de espionagem e suspense não passa de crua realidade – mesmo que com doses de absoluta ficção. Greenwald tem nas mãos diversas “bombas” para explodir a cada domingo no programa. Barack Obama deve sentir calafrios quando acaba o “Domingão do Faustão”.

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5 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    CUSPIR NO COCHO EM QUE COMEU É O ESPORTE FAVORITO DE CERTOS ANIMAIS.

  2. Mauricio Fernandez disse:

    COMEÇOU A EMPULHAÇÃO; “Jornalista, advogado e cotado entre os 25 comentaristas políticos mais brilhantes dos Estados Unidos”. Em breve será “O Libertador das Américas”…. claro que se a ‘comenda’ não tiver dono. Somos todos idiotas!!!

  3. Gelio Fregapani disse:

    O que ele revela interessa ao nosso País ou não?
    Se interessa, merece a proteção. GF

  4. helo disse:

    Este jornalista ganhará a cidadania brasileira, que é o que deseja, ja que o cônjuge é brasileiro.
    Gostaria, e infelizmente antes do visto ele não o fará, é que nos conte o que o nosso governo anda aprontando por ex. na Petrobrás, no BNDES, nas diversas Ongs como a última acusada de desvio grande.

  5. Francisco Taborda disse:

    Até aqui, nada de novo. A espionagem sempre existiu e vai existir para sempre. Quem quer guardar segredo que se proteja adequadamente. Bisbilhotar é mais fácil que guardar segredos a sete chaves. Acreditar que um tratado ou reclamação vai impedir alguém de espionar é acreditar na Branca de Neve.

    No que diz respeito à Petrobras, qualquer país que achar estratégico saber o que se passa dentro dela vai espionar e, se julgar estratégicamenten conveniente, vai passar essas informações para as suas companhias nacionais tirarem vantagem, em prol do estado e de sua indústria. Se alguém responsável pela segurança da informação pensar diferente disso está pensando errado. Qualquer pessoa, organização ou país fará o que tiver de ser feito para garantir a sua sobrevivência e o seu bem estar. Uma nota: o principal argumento para os Estados Unidos utilizarem a bomba atômica contra o Japão, na Segunda Guerra, foi o de economizar algo como 1 milhão de vidas de soldados americanos que, de outra forma, morreriam nos campos de batalha contra os japoneses. Que morressem 1 milhão de japoneses, antes disso acontecer. Pode parecer frio demais, mas é assim que as coisas acontecem.

    Seria bom pararmos de reclamar e brincar de censurar os americanos. De nada vai adianter. É perda de tempo. O negócio é nos organizarmos e prepararmos as nossas defesas contra bisbilhoteios. Temos, também, de aprender a conquistar posições de força; desenvolver tecnologias e produtos que sejam vitais aos nossos parceiros, por exemplo, e dizer: se descobrirmos que você fez isto não lhe daremos mais essa tecnologia, ou produto, que lhe é vital. Do mesmo jeitinho que eles fazem com a gente. Não adianta reclamar. É assim que a vida se passa. Foi, sempre, assim. Com se fala em inglês: so much for civilization….

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