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Benefício roubado

Governo estuda mudanças no Bolsa Família para combater fraudes

Denúncia do jornal 'Estado de S. Paulo' mostrou esquema de fraude em que comerciantes de municípios do Alto Solimões sacam o benefício de famílias indígenas e ribeirinhas

Governo estuda mudanças no Bolsa Família para combater fraudes
Comerciantes de Atalaia do Norte estão usando o benefício para controlar famílias indígenas do Vale do Javari (Foto: Wikimedia)

O Ministério do Planejamento e Desenvolvimento Social e Combate à Fome estuda reformar o programa Bolsa Família para evitar fraudes no recebimento do benefício.

A ministra Tereza Campello tomou a decisão após uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo denunciar que comerciantes de municípios do Alto Solimões, no Amazonas, estão retendo cartões de populações indígenas e ribeirinhas para sacar o benefício. A Polícia Federal vai investigar o caso.

A denúncia cita como exemplo a fraude no benefício ocorrida no município de Atalaia do Norte, na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Segundo a reportagem, comerciantes do município estão usando o benefício para controlar famílias indígenas do Vale do Javari, maior reserva de índios isolados do mundo, que fica localizada no município.

Comerciantes locais retém a senha e o cartão do Bolsa Família e da Previdência Social de índios endividados e sacam o benefício em seu nome. Para que a dívida nunca seja paga, o preço dos produtos vendidos no município é fixado em valores surreais. O comerciante também vende ao indígena galões de gasolina para a viagem de volta a Javari, que é feita de barco e pode durar até uma semana.

O ministério fará uma reunião com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Prefeitura de Atalaia do Norte para investigar a denúncia. O município tem um IDH de 0,450, um dos piores do Brasil.

O ministério estuda algumas mudanças no programa para combater a fraude. Entre elas está aumentar de 90 dias para seis meses o prazo para o saque do benefício. A medida visa reduzir o gasto das viagens feitas por indígenas e ribeirinhos de comunidades distantes até os municípios onde os benefícios são pagos.

O órgão também convocará associações de casa lotéricas para exigir dos empresários que têm contato com a Caixa Econômica Federal mais comprometimento para impedir que o benefício seja sacado por terceiros. Isso porque, segundo a denúncia, é comum que comerciantes saquem os benefícios com a conivência dos donos das lotéricas.

Fontes:
Estadão-Ministério muda regra de benefício contra máfia

5 Opiniões

  1. Marluizo Pires Cruz disse:

    O eterno subdesenvolvimento social do Brasil pode estar caracterizado nas mazelas das atuações administrativas públicas, nas luxurias dos gastos com dinheiro público despesas e salários desproporcionais pagos com recursos públicos.
    Em síntese a força de trabalho convertido para atendimento social não suporta a falta de austeridade dos gestores dos recursos públicos.
    Porquanto o país Brasil estará fadado a permanecer no subdesenvolvimento social. Enquanto não houver uma determinação de gestão eficiente dos recursos bens e dinheiro público em todos os governos.
    As Pessoas trabalhadoras e austeras não estão suportando mais sustentar a luxuria os desmandos e a falta de austeridade dos maus gestores deste país Brasil.

  2. ELUEDE DE SOUSA MATOS disse:

    A pratica de reter os cartões do bolsa família e da previdência social é comum aqui em Barra do Corda-maranhão, tem muitos comerciantes e agiotas que estão cometendo esse delito, ficando cada mas ricos e os pobres cada vez mais pobres e ninquem faz nada pra proibir esses delitos.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    O que fazem os homens brancos, roubam de pessoas indígenas inexperiente ( como é o caso) e de pessoas também sabedora do que estão fazendo e acredito que muitos nem precisem do Bolsa Familia. Quem não se lembra dos tickets de leite na era Sarney. É porque no Brasil sempre aparece um que tem o jeito de roubar. Eta Paísinho.

  4. Joma Bastos disse:

    A primeira solução seria a obrigatoriedade de inscrição oficial como desempregados, e assim teríamos uma taxa de desemprego mais próxima da realidade, porque no Bolsa Família são mais de 20(vinte) milhões de desempregados, mas que não constam oficialmente como tal.
    A segunda solução, seria a obrigatoriedade de frequentarem o ensino profissional e cumprirem estágios de trabalho com a finalidade de estes criarem currículo, rotina de laboração e capacitação.

  5. Roberto Henry Ebelt disse:

    Não dá para acreditar que indígenas que vivem no MESOLÍTICO, em sociedades de caça e coleta, com extensões incalculáveis de terra – inúteis, pelo visto, tenham a cara de pau de serem sustentados pela sociedade que trabalha e paga impostos. Isso só pode ser loucura de algum burocrata politicamente correto.

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