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OPINIÃO

Governo não detecta ameaça terrorista para Olimpíadas no Rio

Ministro da Defesa apela para o lugar-comum de que o país não tem conflitos relevantes

Governo não detecta ameaça terrorista para Olimpíadas no Rio
Raul Jungmann, assume como ministro interino da Defesa (Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil)

O radar do governo não detectou ameaças que tragam o risco de episódios de terrorismo durante a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. A afirmação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele tranquiliza os mais temerosos com argumentos das Forças Armadas – após contato com serviços de inteligência de países como Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e Israel.

Para confirmar o que diz, Jungmann não se baseia somente em informação, mas apela para o lugar-comum de que o país não tem conflitos relevantes, sejam eles de caráter étnico, religioso ou de fronteira. Este tipo de afirmação é o grande erro daqueles que fazem o jogo do contente e esquecem que o preço da liberdade é mesmo a eterna vigilância.

É preferível confiar em outra fala de Jungmann quando ele diz que nesse tipo de episódio “você tem que contar com a imprevisibilidade, mas até aqui não temos nenhum alerta de operação externa fruto de algum grupo terrorista”. Como se sabe, o ministro conta com o apoio da indústria bélica brasileira.

Supostas ameaças do Estado Islâmico não foram consideradas – avaliadas como inconsistentes. No entanto, e pelo contrário, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) percebeu, em abril, uma ameaça – “tuitada” em novembro de 2015 – por alguém que tivesse jurado lealdade ao EI.

Pode ser mera especulação mas como escreveu Jorge Benjor – na canção Engenho de Dentro – “canja de galinha não faz mal a ninguém”. Por isso, um centro de segurança será montado num esforço envolvendo as inteligências de cerca de 60 países.

Em 5 de setembro de 1972 – 36 anos depois dos Jogos na Berlim nazista – funcionários dos Correios de Munique viram quando oito pessoas, usando abrigos esportivos, pularam a cerca da Vila Olímpica. Os carteiros pensaram que fossem atletas que voltavam de uma noitada. Eram terroristas do grupo palestino Setembro Negro que invadiram acomodações de atletas israelenses, fazendo sete reféns e matando dois deles. O trauma teve âmbito mundial.

Que o Rio de Janeiro não seja alvo da má intenção ideológica, mas que perca logo esse jeito inconsequente de ser, por acreditar que Deus é brasileiro.

*Claudio Carneiro é jornalista e parceiro do Opinião e Notícia

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2 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    Terrorismo é o que acontece na banda larga no Brasil!

    Faz mais de dois anos que tentamos nos inscrever nesse projeto e o cadastro não se completava!

    Além do mais, nosso roteador tem o dobro deste equipamento oferecido!

    Vários países estão atualizados com a segunda década do século XXI e a Anatel ainda se preocupa com rádio AM Estéreo!

    Quer contribuir para a medição da banda larga no Brasil?

    Anatel

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    EU CONHEÇO RAUL JUGMANM AGORA NÃO VEJO A NECESSIDADE DE ESTAR DIZENDO SE HÁ OU NÃO HÁ OS FORÇAS BRASILEIRAS DEVEM FICAR EM ESTADO DE ALERTA E NÃO FAZENDO PROPAGANDA POIS ESTES TERRORISTAS NÃO ESCOLHEM PAÍS ELES SÃO MAU MESMO. CALA A BOCA JUGMANM!!!

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