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Governo quer doações do setor privado para segurança pública

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, planeja criar fundo irrigado por empresários para ajudar no combate ao crime organizado

Governo quer doações do setor privado para segurança pública
Jungmann afirma que há interesse do setor privado na iniciativa (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), planeja convencer o setor privado a doar verba para a segurança pública para ajudar a conter o avanço do crime organizado no país.

Segundo o ministro, as doações seriam feitas através de um fundo a ser criado especialmente para a iniciativa. “A ideia é propor uma ação empresarial pela segurança. Temos várias coisas em estudo: primeiro, a proposta de criação de um fundo para receber doações dos empresários. Esse fundo vai ter um conselho gestor, com representação expressiva, até majoritária do setor privado, para controlar a efetiva aplicação dos recursos”, disse o ministro, em entrevista ao jornal Globo.

Segundo o ministro, há outras duas iniciativas em estudo. Uma seria criar uma espécie de cardápio de ações, onde empresários poderão escolher as atividades que planejam financiar e fazer as doações diretamente, sem que passem pelo setor público. A outra seria criar uma agenda de segurança pública apoiada pelo setor privado.

O ministro pretende apresentar as propostas dentro de alguns dias, em uma reunião com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, que contará com a presença de empresários, governadores e prefeitos.

Jungmann afirma que há interesse do setor privado na iniciativa. “Vamos criar uma espécie de conselho empresarial ligado ao ministério para monitorar e acompanhar esses e outros programas na área de segurança. Tenho conversado com empresários a este respeito e surpreendem a disposição e a boa vontade deles”, disse o ministro.

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4 Opiniões

  1. Aureo Ramos de Souza disse:

    Eu encaro essa ideia do ministro como um GOLPE para adquirir fundas de CAMPANHAS. ESTAMOS DE OLHO.

  2. Markut disse:

    É de se lamentar a pouca ênfase que é dada à questão primordial que é a de construir uma nova sociedade, a partir da sua base primordial, que é seu capital humano,como o demonstram os exemplos bem sucedidos de paises mais desenvolvidos, com uma competente escolaridade básica, pública e universal.

    isso implica numa gestão capaz de contemplar horizontes mais remotos, ao invés de correr apenas atrás do prejuizo imediato.

    Falta a visão do verdadeiro Estadista.

    Falta enfatizar o mote: “mais escolas públicas competentes, menos cadeias”.

    Como está, continuaremos condenados a uma sequência de mais gerações despreparadas para garantir a formação da verdadeira cidadania, sem o que ,falar em democracia, não faz sentido.

  3. Ronald disse:

    Pode-se criar quantos fundos o ministro quiser, a questão há muito já foi dominada pelos traficantes que agem, não perdem tempo com acertos entre quatro paredes. A primeira questão é jurídica, o contraventor, em qualquer instância, deve pagar a conta. As penalidades são brandas além dos benefícios escorados por defensores disto e daquilo que a lugar nenhum levam. O General que comanda a intervenção poderia fazer um bom trabalho, mas está engessado pelas leis que protegem bandidos e sendo assim, repito, pode-se criar quantos fundos quiserem, mas nossa segurança vai continuar bem no fundo…do poço!

  4. Carlos Valoir Simões disse:

    Ao fim e ao cabo, é claro que os empresários vão querer mais segurança nas suas empresas e nas suas ruas; e mais “operação” na favela. Essa ideia é mais um atestado de incompetência do governo para gerir a segurança pública.

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