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Governo Temer minimiza impacto da greve geral

Ministro da Justiça afirmou que paralisações foram 'pontuais'

Governo Temer minimiza impacto da greve geral
Sindicalistas afirmam que movimento reforçou a posição dos trabalhadores para negociar as propostas no Congresso (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

A greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo do presidente Michel Temer parou diversas cidades do país nesta sexta-feira, 28. O Palácio do Planalto minimizou o impacto das paralisações convocadas por centrais sindicais.

Leia também: Greve geral bloqueia vias e paralisa transporte público

Em nota, Temer afirmou que “infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão” e que “fatos isolados de violência também foram registrados, como os lamentáveis e graves incidentes ocorridos no Rio de Janeiro”.

Ainda de acordo com o presidente, “o trabalho em prol da modernização da legislação nacional continuará, com debate amplo e franco, realizado na arena adequada para essa discussão, que é o Congresso Nacional”.

Em entrevista ao Portal Uol, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, afirmou que as paralisações foram “pontuais” e ressaltou ainda que “verificar como esses fatos de hoje (sexta) ocorreram, eu acho que vai encorajar, ao contrário de intimidar, vai encorajar os parlamentares a observar que a grande massa da sociedade está absolutamente de acordo com o que está acontecendo, com o que está ocorrendo”, dando sinais, portanto, de que não haverá uma ampliação do diálogo a respeito das reformas defendidas pelo governo.

Os sindicalistas afirmam, por sua vez, que o movimento desta sexta reforçou a posição dos trabalhadores para negociar as propostas no Congresso. O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, afirmou que “foi acima das expectativas [a greve]. O governo quer diminuir a importância. Estão temerosos”.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que a greve geral “foi a maior que fizemos no período CUT [de 1983 para cá]. Mas não por quantidade só, mas também pela capacidade de discussão com a sociedade”.

Em São Paulo, o sistema de ônibus foi paralisado por 24 horas. Trens e metrôs funcionaram apenas parcialmente. Vias e estradas foram bloqueadas em alguns momentos. O comércio teve movimento reduzido.

No Rio de Janeiro, houve interdição no trânsito em vários pontos da cidade. Trens e metrôs funcionaram normalmente, mas os ônibus circularam com frota reduzida. Bancos e lojas não abriram no centro. Houve confronto entre manifestantes e policiais militares perto da ALERJ.

Fontes:
Uol - Greve paralisa transporte no Brasil, esvazia SP, mas governo minimiza atos

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2 Opiniões

  1. laercio disse:

    Conhece a história dá vaca?
    Uma família de quatro pessoas comprou uma vaca; o chefe da família decidiu quando a criaria, logo ela cresceu e se tornou a fonte de renda da familia! Dez litros de leite por dia são 300 litros por mês, então todos na família tinham trabalho e renda, haviam muitas encomendas de queijo, requeijão, iogurtes bem como o estrune era armazenado produzindo gás metano e adubo orgânico.

    Se a vaca tivesse sua carne vendida aquela família teria sustento por um ano e depois haveria problemas.

    Assim deve ocorrer com uma nação! A exemplo do chefe daquela família o chefe de governo tem que dar condições para as pessoas trabalharem; ele deve explorar todos os potenciais do país. Assim é um governo sério!

    Mas não é isso que estamos vendo nos últimos trinta anos, nos limitamos a fornecer matéria prima para criar mão de obra lá no estrangeiro, enquanto nosso povo está sem ocupação, instrução e saúde.

    As reformas acontecem quando são palpáveis como a história da vaca mas não com as ações tímidas que este governo acusa.

    Vamos esperar que as reformas não sejam aprovadas mas também que haja o impeachment deste governo.

  2. Natanael Ferraz disse:

    Não foi uma greve, à luz da legislação em vigor, nem foi geral. Apenas uma manifestação de sindicatos pelegos. As pessoas foram impedidas de ir ao trabalho por medo da violência.

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