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COLUNA ESPLANADA

Grito sindical

Centrais sindicais pressionam Michel Temer a enviar para o Congresso um projeto para extinguir o imposto sindical gradativamente e não imediatamente

Grito sindical
O maior lobby é do deputado Paulinho da Força Sindical (SD-SP) (Foto: Agência Brasil)

As centrais sindicais pressionam o presidente Michel Temer a enviar para o Congresso Nacional um projeto de lei para extinguir o imposto sindical gradativamente, por cinco anos, e não imediatamente como determinou a reforma trabalhista. O maior lobby é do deputado Paulinho da Força Sindical (SD-SP). Temer assentiu, consultou os líderes da base no Congresso e descobriu outro problema: a Câmara Federal, com perfil patronal, não aceitará o envio de uma Medida Provisória sobre o tema como o presidente propôs.

Unido$

Os sindicatos dos trabalhadores conquistaram o apoio também de algumas associações patronais na questão do fim gradativo do imposto.

Tabelinha

As reuniões e lobbies dos sindicatos não se resumem à agenda presidencial. Vários ministros já foram visitados, e estes cobram também o presidente Temer.

Mais uma

Os sindicatos preparam nova greve geral para fim de novembro, caso Temer não dê sinais de avanço na demanda. E, com a esperada quebradeira na Esplanada.

Eco

“Somos favoráveis à transição. Temos que nos adaptar as novas regras e buscar financiamento voluntário”, diz João Diniz, da Central Brasileira do Setor de Serviços.

Delação em risco

Está em curso nos bastidores do Congresso um movimento suprapartidário para aprovar, nos próximos dois meses, o projeto que muda as regras da delação premiada. A articulação conta com a anuência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e apoio declarado de parlamentares da cúpula da CPMI da JBS-BNDES.

Só livre

A proposta que restringe os acordos de delação, do deputado Wadih Damous (PT-RJ), já está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara antes de seguir para o plenário. O texto, relatado pelo também petista Paulo Teixeira (SP), estabelece que só será aceita a delação premiada de quem estiver em liberdade.

Prós e contras

O presidente da CPMI da JBS, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), declara abertamente que chegou a hora de “aprovar uma lei que regule os acordos de delação e colaboração premiada”. Em entrevista à GNews, o juiz Sérgio Moro criticou o tema. Defende que a delação é uma forma de o preso também se defender, não só acusar.

Guerra fiscal

Sabe quanto os Estados perdem por ano com isenções fiscais em prol da geração de empregos, nem sempre garantidos? São R$ 200 bilhões, indicam técnicos da Receita.

Do seu, do nosso

Aliás, nessa guerra fiscal dos Estados, quem morre no campo de batalha é o trabalhador assalariado, que paga mais caro na maioria dos serviços e no preço final dos produtos.

No, thanks

Está cada vez mais difícil para a União empurrar goela abaixo dos governadores dos Estados produtores de petróleo o Repetro, de isenção fiscal ao setor. Ainda mais agora com a retomada forte de exploração no pré-sal com as maiores do mundo em ação.

CREA nele!

Não bastasse a má reputação na praça, o Governo Temer conseguiu a ira de uma das classes mais poderosas e unidas, a dos engenheiros. O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Carlos Bastos Abraham, classifica como “descabida” a intenção de alterar a regulamentação e abrir o mercado para profissionais estrangeiros.

Turma do concreto

Nos últimos dois anos, de acordo com levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (Sinicon), foram fechados mais de 800 mil postos de trabalho na construção geral. Este é um dos setores que mais empregam no País.

Não à JBS

A tropa de defesa da JBS e J&F tentou, mas não conseguiu obter acesso aos documentos sigilosos que chegaram à CPMI que apura irregularidades envolvendo as empresas do grupo em operações com o BNDES e BNDESPar.

Restrição

Em sucinta resposta ao pedido dos advogados do grupo, o presidente da comissão, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), sublinha que as informações já chegaram à CPMI devidamente classificadas de acordo com o grau de sigilo que foi atribuído na origem.

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4 Opiniões

  1. olbe disse:

    Henrique e Luiz Alberto disseram tudo o que penso…E todos conhecemos PAULINHO DA FORÇA..ele não quer perder a mamata. A contribuição não deve ser obrigatória..e ninguém vai querer contribuir pq os operários nunca sentiram que os Sindicatos fazem algo por eles…

  2. Henrique de Almeida Lara disse:

    Os dirigentes sindicais no Brasil vivem vida de luxo e conforto invejável enquanto os trabalhadores estão ralando de oito a mais horas de trablho por dia. Depois têm que pagar impostos sindicais. É preciso que esse imposto seja eliminado imediatamente. Não é justo. O trabalahdor sindicalizado é escravo do sindicato.

  3. Luiz Alberto Franco disse:

    Tudo a favor do fim do imposto sindical recolhido obrigatoriamente do trabalhador, mas por que ninguém fala do outro lado? Sim, a contribuição obrigatória de empresas que permite aos presidentes das Federações das Indústrias, por exemplo, gastar em propaganda que atende aos seus (deles) projetos políticos pessoais?

    Só muita cegueira poderia negar que o Sistema S faz coisas boas, mas junto com o imposto sindical é também resíduo do modelo fascista que Getulio implantou para tentar controlar capital e trabalho. Se a contribuição do trabalhador deve ser voluntária, o mesmo devia valer para a do empresário.

  4. carlos roberto silveira disse:

    Caixas eletrônicos a vitima da vez.
    Quando ocorre algum crime nos caixas, tem que se observar que o inicio desta festa nos crimes começa pela falta de observação da Policia federal.
    Explicando: os bancos todo ano tem que apresentar a PF um plano de segurança onde deve constar as condições de segurança, La esta escrito que no plano tem que recepcionar o artigo 111 da portaria 3233/12, de origem da Lei 7102/83.Ate aqui já se percebe que a PF não esta observando o que diz a lei. Se fosse feito não aconteceria tantos assaltos e roubos, nos caixas.
    Agora vem o pior desses acontecimentos, se acontece este crime e a lei diz que tinha que ter os segurança(chamados vigilantes), claro a seguradora não vai pagar o premio, o pior vem agora com o furto ou roubo , no local que a lei diz que tinha que ter segurança , e não tinha, este valor, será colocado no balanço anual do banco como dinheiro não recebido, quem vai pagar é o cliente, pois esses valores fazem parte do custo do banco , viu que é você que vai pagar ˜!!!, além de ser o setor que mais cresce no pais. A sua custa.
    O bom desta situação, os sindicatos desse segmento em todo o pais tem buscado as câmaras municipais, para dar mais garantias aos funcionários dos bancos e mais empregos para os vigilantes , com projetos de lei e centenas de cidades principalmente no sul , já conta com essas leis aqui no estado se são Paulo tem avançado , no Guarujá , já é lei na baixada santista o sindicato já conta com a câmara de santos que estada o projeto , São Vicente , praia grande Cubatão e outras já tem alguma conversa com diversos vereadores para propor mesmo texto: A base para o município propor lei municipal , esta no Artigo 31 da Constituição Federal, e uma decisão do min Marco Aurélio Mello do STF, e os sindicatos tem sim responsabilidade em buscar esta decisão a procurar as câmaras municipais, pois o cidadão , o trabalhador, o cliente, vivem no munícipio.
    Aqui fica nosso protesto contra a PF , que, como diz o dito popular que estão fazendo vista grossa, isto é suficiente , para alguém fazer uma denuncia ao Ministério Publico federal contra a PF .
    Carlos roberto silveira, silveira200@gmail.com

    São Paulo. 22/10/2017

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