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BRASIL

Guaidó se reúne com Bolsonaro nesta quinta-feira

Autoproclamado presidente interino da Venezula, Guaidó chega ao Brasil para reunião de ‘cunho pessoal’ com Jair Bolsonaro

Guaidó se reúne com Bolsonaro nesta quinta-feira
Guaidó pode conversar com Bolsonaro sobre seu retorno à Venezuela (Foto: Juan Guaidó/Twitter)

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O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, vai se reunir com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na tarde desta quinta-feira, 28. A reunião está prevista para ocorrer às 14h no Palácio do Planalto, em Brasília.

O porta-voz da presidência, general Rêgo Barros, afirmou que a reunião no Planalto será de “cunho pessoal”. Segundo o general, após a reunião com Bolsonaro, Guaidó vai se encontrar com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Itamaraty. No entanto, o ministro informou, através das redes sociais, que vai acompanhar Guaidó na reunião com Bolsonaro.

De acordo com a embaixadora María Teresa Belandria, que é a encarregada da Venezuela no Brasil, Guaidó também será recebido por representantes diplomáticos de outros países, que já o reconheceram como presidente interino da Venezuela. Mais de 60 países já reconheceram Juan Guaidó como o chefe de Estado em exercício do país.

Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, Guaidó também pode conversar com Bolsonaro sobre o seu retorno à Caracas, a capital da Venezuela. Mesmo em risco, o autoproclamado presidente estaria disposto à voltar ao seu país. Uma das possibilidades é atravessar a fronteira por Roraima.

No entanto, também é possível que Guaidó escolha retornar ao país de avião, pousando no aeroporto de Caracas. Sob os olhos do mundo, o presidente da Assembleia Nacional acredita que se algo acontecer com ele, “a reação internacional seria imensa”, segundo declarou na Colômbia. Guaidó também pode optar por atravessar a fronteira por trilhas clandestinas, mas seria uma escolha perigosa.

Venezuela

Percebendo um aumento da pressão internacional pela saída do presidente reeleito Nicolás Maduro, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreazza, pediu uma reunião entre Maduro e o presidente dos EUA, Donald Trump. Pelas redes sociais, porém, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, rechaçou essa possibilidade.

“A única coisa a discutir com Maduro neste momento é a hora e a data da sua partida. Para a democracia retornar e para a Venezuela se reconstruir, Maduro deve ir”, escreveu Pence.

Guaidó esteve, desde o último sábado, 23, na Colômbia, de onde coordenou a tentativa de entrada de ajuda humanitária na Venezuela. Na última segunda-feira, 25, participou da reunião do Grupo de Lima para buscar soluções para o seu país. Agora, chega ao Brasil para agradecer o apoio brasileiro na questão humanitária e conversar sobre os próximos passos.

Brasil e Colômbia, sob a organização dos Estados Unidos, foram os dois principais países a tentar garantir a entrada da ajuda humanitária na Venezuela. No entanto, sem poder interferir diretamente na crise humanitária, política e econômica do país, Brasil e Colômbia contaram com a ajuda de venezuelanos opositores de Maduro, para o envio da ajuda humanitária, o que não teve êxito.

Até o momento, segundo dados atualizados da Organização das Nações Unidas (ONU), 3,4 milhões de pessoas já deixaram a Venezuela em busca de melhores condições de vida em outros países. A maior parte dos migrantes está na Colômbia (1,1 milhão). Em seguida, os venezuelanos buscam se refugiar no Peru (506 mil), Chile (288 mil), Equador (221 mil), Argentina (130 mil) e Brasil (96 mil).

 

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