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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Guedes cancela ida à CCJ e é alvo de críticas da oposição

Ministro da Economia falaria ao Congresso nesta terça-feira, 26, mas cancelou comparecimento. Rodrigo Maia vai negociar nova data

Guedes cancela ida à CCJ e é alvo de críticas da oposição
Guedes afirmou que irá a CCJ depois da definição do relator (Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados)

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou o seu comparecimento à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJ) previsto para a tarde desta terça-feira, 26. Em seu lugar, o ministro enviou uma equipe técnica, segundo esclarecido através de uma nota do Ministério da Economia.

Guedes iria à CCJ para falar sobre a proposta da reforma da Previdência – a proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019. No entanto, o ministro optou por comparecer à CCJ apenas depois que o relator da proposta for definido. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, foi à reunião como representante da Pasta.

Agora, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que vai negociar com Guedes e com líderes partidários para definir uma nova data para o comparecimento do ministro. Ademais, sugeriu que o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), indique o relator da reforma para, depois, conversar com o ministro.

“Como ele não tem se furtado ao debate com a Câmara, entendo que a coisas ainda têm tempo. Acho que o presidente da CCJ podia indicar o relator e conversar com Guedes para ser recebido por todos nós. É isso que vou fazer, dentro do meu quadro, todo meu apoio à tramitação e aprovação da reforma”, explicou Maia.

No entanto, quem pediu o adiamento da indicação do relator foi o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO). A indicação do relator estava prevista para a semana passada, mas o parlamentar avaliou que a proposta da reforma da Previdência dos militares não está de acordo com o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Por isso, Delegado Waldir pediu o adiamento da indicação do relator para que o governo possa explicar o “tratamento diferenciado às forças militares”. A CCJ é a comissão responsável por verificar se a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro fere alguma clausula pétrea da Constituição.

Críticas a Guedes

Deputados da oposição, no entanto, não gostaram da ausência do ministro à CCJ. A líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), usou as redes sociais para afirmar que o ministro vai ser convocado pelo colegiado para comparecer à Câmara dos Deputados. “Não fugirá do debate sobre a reforma”, escreveu a deputada.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também afirmou que Guedes será convocado a comparecer à Câmara. Já Marcelo Freixo (Psol-RJ), em parceria com a parlamentar Talíria Petrone (Psol-RJ), entrou com requerimento de convocação para obrigar o comparecimento de Guedes à CCJ.

“Lamentavelmente, o ministro Paulo Guedes não compareceu à CCJ da Câmara para apresentar a Reforma da Previdência. Diante dessa ausência, eu e Talíria Petrone pedimos a convocação do ministro. Qualquer governo minimamente democrático tem a obrigação de dialogar com o parlamento”, escreveu Freixo.

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) também usou as redes sociais para criticar Guedes. Adotando um tom mais duro, o parlamentar classificou o não comparecimento do ministro como “medo”.

“Paulo Guedes não vai mais à audiência na CCJC da Câmara. Desrespeito ao Parlamento e ao conjunto da população. Isso é medo dos argumentos que colocam a reforma da previdência em cheque! [Sic]”, apontou o parlamentar.

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