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Habeas ‘GM’ (Gilmar Mendes) Corpus!

Embebido em seu próprio senso de Justiça, Gilmar Mendes está soltando seus presos preferidos

Habeas ‘GM’ (Gilmar Mendes) Corpus!
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Sempre se falou em Justiça. E sempre se pronunciou a palavra como se ela sempre fosse em letras maiúsculas.

A Lava-Jato aconteceu e mostrou, ou pelo menos tentou mostrar, que nosso país tinha Justiça. Figuras nunca antes imagináveis foram para trás das grades. A prisão aqui era coisa de pobre e na maioria das vezes afrodescendentes. Hoje temos grandes empresários, governadores, ministros, secretários e por aí vai.

Acordamos e vimos alguma nesga de luz no fim de um provável túnel. Mas a nossa alegria parece que quer fazer valer o dito popular: alegria de pobre dura pouco. No nosso caso, alegria de brasileiro dura pouco.

O responsável pela quebra dessa nossa alegria de ver o país tentar entrar nos eixos, pelo menos da Justiça atende pelo nome composto de Gilmar Mendes.

Sim, “nosso” ministro vestido com sua toga preta que lhe dá superpoderes está conseguindo fazer disso uma causa própria. Soltar quem ele bem entende. Mas aqui abre-se um parênteses. Soltar quem lhe traz prazer. Prazer esse totalmente pessoal. Com uma canetada e uma decisão monocrática, ele, embebido no seu próprio e único senso da sua própria Justiça, está soltando seus presos preferidos.

Gilmar Mendes parece não pensar fora do caixa. Quando mandou para prisão domiciliar, por exemplo, a ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, esqueceu-se, que existem outras 40 mil presas nas “mesmas condições” que Adriana, mas que não tem o endereço, prestígio e dinheiro das demais presidiárias que são mães também.

Gilmar Mendes não olha o todo. Ele olha só o que ele quer olhar. Parecendo estar sempre com antolhos.

E foi de Gilmar Mendes a concessão de mais uma soltura, dessa vez, um lobista, Mylton Lyra é o agraciado, e que atuava para o atual partido no poder, que por acaso, vem ser o mesmo partido do atual presidente, Michel Temer. Coincidências existem, mas na política e na Justiça fico meio descrente que ela esteja acontecendo com tanta frequência e envolvendo sempre o mesmo nome: Gilmar Mendes.

Tudo bem que quem é solto por Gilmar sente-se glorificado, mas como comentou Ricardo Boechat hoje, acaba que no final, para o currículo do preso, ser solto por Gilmar Mendes, passa a ser um desabono, uma mácula ainda maior no currículo do objeto em questão.

Fica sendo o comum, fica sendo algo natural. Caiu nas mãos de Gilmar, pode marcar o cinema ou reservar o restaurante. Sua soltura é questão de horas e talvez alguns telefonemas.

Fico me perguntando se o ministro Gilmar Mendes teria dificuldade em dormir? E por que ele se sente hostilizado quando falam verdades a seu respeito? Não se pode negar que Gilmar Mendes parece ter perdido o senso comum de justiça. Não deveria ser tão fácil soltar alguém. E nem tão prazeroso quanto começa a parecer.

Enfim, é um dos ministros que temos. Fazer o quê?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

 

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2 Opiniões

  1. Marisa Motta disse:

    Ótimo artigo, disse tudo dessa figura horrorosa.

  2. carlos alberto martins disse:

    se Gilmar Mendes faz o que bem entende,isso só tem uma explicação:todos no STF tem o rabo preso pelo mesmo.acredito que o sr Gilmar conhece os podres dos outros ministros,fazendo com que os mesmos venham a se tornar seus cúmplices em seus desvairados desatinos.nunca a nação foi tão humilhada pelo STF com está sendo agora.toda a quadrilha que o apoia,deveria ser investigada pela lava-jato.acredito que teríamos grandes surpresas.nós as hienas,vamos continuar rindo,não temos outra saida.

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