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ELEIÇÕES 2018

Haddad busca costurar aliança suprapartidária

Presidenciável se encontrou esta semana com ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, e também pretende se reunir com Marina Silva e FHC

Haddad busca costurar aliança suprapartidária
Ideia é criar uma frente de oposição a de Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

O presidenciável Fernando Haddad (PT) trabalha para compor uma aliança com nomes para além do PT. Nesta semana, ele se reuniu em Brasília com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, considerado o maior algoz do PT durante o julgamento do mensalão e responsável pelas prisões de antigas lideranças da legenda, como o ex-ministro José Dirceu. A reunião foi mediada pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira, e até o momento nem Haddad nem Barbosa deram declarações sobre o resultado do encontro.

A busca por Barbosa faz parte de um empenho da campanha de Haddad para criar uma frente suprapartidária pela democracia em oposição à frente de Jair Bolsonaro (PSL), considerada de perfil autoritário.

Além de Barbosa, a campanha de Haddad também pretende se reunir com a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nas redes sociais vem sinalizando não apoiar nenhum dos dois candidatos, mas, segundo a Folha de S. Paulo, pessoalmente tem boas relações com Haddad.

Segundo o jornal, é nesta boa relação que aposta a campanha de Haddad, que colocou à frente das conversas o senador eleito Jacques Wagner (PT-BA). Questionado sobre o tema por jornalistas da Folha, na saída de um restaurante em São Paulo, FHC disse estar disposto a conversar. “Ué, falo com todo mundo que me telefona com o maior prazer”, disse FHC. Sobre o eventual apoio o ex-presidente respondeu: “Estou na muda. Tenho que esperar que os outros queiram alguma coisa. Vamos ver”.

Troca de farpas sobre debate

Haddad e Bolsonaro vêm trocando acusações quanto a ausência do presidenciável pelo PSL em debates presidenciais.

Bolsonaro passou por uma avaliação média na última quarta-feira, 10, que apontou que o candidato ainda apresenta um quadro de anemia e determinou que ele ainda não está liberado para fazer campanha. A alta está prevista para o dia 28, dez dias antes da votação de segundo turno.

No entanto, o candidato vem dando informações dúbias quanto a sua presença em debates. Após afirmar que compareceria a pelo menos dois debates, ele afirmou, posteriormente, em coletiva, que, mesmo após receber alta, pode não comparecer a nenhum debate por estratégia política. “Existe a possibilidade, sim, é estratégia”, disse o presidenciável, que também recomendou a militantes e aliados que evitem falar com a mídia.

O candidato também alfinetou Haddad, ao afirmar que teria de debater com um “fantoche” e um “pau-mandado”. “Vou debater com um cara que nem poste é. É fantoche e pau-mandado, age como camaleão. Eu vi o Haddad falando em família, em Deus. Eu fico com vergonha”, disse o candidato do PSL.

Bolsonaro vem dando indícios desta estratégia desde o fim de setembro, quando recebeu alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi internado após receber uma facada. Desde então, ele já declinou quatro convites para debates. No entanto, no mesmo período, participou de eventos, gravou programas eleitorais e concedeu entrevistas a veículos da mídia.

Por sua vez, Haddad vem afirmando que Bolsonaro está com medo de debater idéias. “Eu não acredito que o deputado vá participar dos debates porque efetivamente ele não tem um plano para o país. A única proposta que ele tem é armar a população”, escreveu Haddad, em uma postagem no Twitter.

Haddad alfinetou o adversário, afirmando que está disposto a debater com ele, sob quaisquer circunstâncias. “Faço o que ele quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente”, ironizou Haddad.

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1 Opinião

  1. Rafael Ferraz disse:

    Aí eu pergunto, caso se confirme a aliança do petista com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa – este último recentemente idolatrado, ovacionado e recebido com gritos de júbilo por “meio Brasil” – o que dirá a hipócrita direita defensora da família armada? Que Barbosa foi comprado? Barbosa foi forçado? Ou Barbosa também enxerga o militar fascista como ameaça nazista ditatorial prestes a afunilar nossa liberdade e direitos adquiridos?

    É muito mais fácil, e a história do mundo nos mostrou, tirar um bandido do poder do que um fascista. Não sou petista, nem de esquerda, nem rotulado como defensor de uma outra bandeira que não seja de um Brasil livre. É o amor e a união da sociedade que nos livrará dos interesses das classe política que está saqueando nosso bem maior: a alegria de viver em paz.

    Boa sorte a todos nós.

    #RFerraz #JornalistaInclusivo @tetraplegic_insta

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