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CULTURA

A história e as inovações do Museu do Amanhã

Diretor-geral narra a história e aponta os novos projetos do museu, que em dois anos de funcionamento já se tornou o mais visitado do país

A história e as inovações do Museu do Amanhã
Desde sua inauguração, o museu já recebeu 2,5 milhões de visitantes de diferentes faixas etárias e classes sociais (Foto: Wikimedia)

Em dois anos de funcionamento, o Museu do Amanhã já é o mais visitado do país. Em entrevista ao Podcast Rio Bravo, o diretor-geral do museu, Ricardo Piquet, falou sobre a história e as novidades do museu.

Desde sua inauguração, o Museu do Amanhã já recebeu 2,5 milhões de visitantes de diferentes faixas etárias e classes sociais. Mais de 40% destas pessoas não costumam visitar museus. No entanto, 90% dos visitantes têm alguma disposição para mudar algo em sua vida após a experiência no museu. Por isso, o local está tentando estimular essas ações de mudança, utilizando para isso tecnologias como a inteligência artificial. “É isso que nós estamos querendo agregar nessa visita e oferecer uma nova experiência que foi lançada esta semana, que nós chamamos de IRIS+, que é uma experiência interativa com inteligência artificial onde esse mecanismo, esse personagem pergunta ao visitante o que ele achou da visita, o que mais lhe preocupa após essa visita e o que você poderia fazer para melhorar nesse horizonte o amanhã desejado. E daí indicamos algumas instituições, algumas experiências, alguns projetos para que as pessoas possam levar à frente o seu desejo e de fato se engajar em algum deles”, explica Piquet.

O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Antes mesmo de sua inauguração, o museu já havia feito um programa de relacionamento com os vizinhos: os moradores do Morro da Providência. Atualmente, 3,5 mil pessoas têm a carteira de Vizinho do Amanhã e podem frequentar o museu a qualquer dia do ano de graça.

O museu também conta com um programa educativo desde sua abertura. “Nós conversamos aqui com um grupo de escolas dos nossos vizinhos e criamos um programa chamado ‘Entre museus’, onde os jovens são convidados a um passeio num ônibus com um educador. Eles vêm visitar o Museu do Amanhã e depois visitam um dos 23 outros museus parceiros do Museu do Amanhã na cidade do Rio de Janeiro. Essa é uma experiência riquíssima, faz parte dessa nossa programação e tem chamado muito a atenção pelo fato inusitado de os professores e os alunos não conhecerem os museus que ficam aqui no Centro, não conhecerem a realidade das escolas da sua região”, conta o diretor-geral.

Ao longo destes dois anos de funcionamento, já ocorreram quase 50 exibições sobre o Museu do Amanhã em diferentes fóruns mundo afora. Algumas dessas interações acabaram gerando relações de parceria de conteúdo com diferentes instituições, como o Science Museum de Londres. “Criamos uma parceria com instituições holandesas para criar um ponto de apoio na Europa para conectar com vários museus com quem nós já temos acordo de cooperação assinados para desenvolver projetos conjuntos, projetos simultâneos sobre as causas do Museu do Amanhã, que são globais e são de interesse de todos eles. E nesse sentido nós criamos uma unidade chamada MoTI, Museum of Tomorrow Internacional, para conectar esses museus que desejam desenvolver esses projetos conosco”, explica Piquet.

A entrevista completa com Ricardo Piquet está disponível no Podcast Rio Bravo.

 

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1 Opinião

  1. Daniela Villa disse:

    Esse Museu do Amanhã é muito feio. Só vou visita-lo um dia “depois-de-amanhã” de tão esquisito.

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