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Homofobia é o preconceito mais comum entre estudantes brasileiros

Estudo entrevistou 8.283 estudantes e concluiu que grande parte não gostaria de ter como colega de classe travestis, homossexuais, transgêneros e transexuais

Homofobia é o preconceito mais comum entre estudantes brasileiros
Alunos responderam a pergunta: ‘Qual pessoa você não gostaria de ter como colega de classe?’ (Foto: ABr)

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A homofobia é o preconceito mais comum entre jovens brasileiros que cursam o ensino médio, supletivos e o Projovem Urbano, programa de capacitação de jovens do governo.

A conclusão é da pesquisa “Juventudes Na Escola, Sentidos e Buscas: Por Que Frequentam?”. Feita pelos pesquisadores Miriam Abramovay, Mary Garcia Castro e Julio Jacobo Waiselfisz, ela visa elucidar os motivos que levam o jovem a permanecer ou abandonar a escola.

A pesquisa entrevistou 8.283 estudantes entre 15 e 29 anos. Um dos ângulos abordados pelo estudo foi a interação social entre os alunos. Nesse quesito, foi apresentada uma lista com diferentes perfis de comportamento e orientação sexual, com a seguinte pergunta: “Qual pessoa você não gostaria de ter como colega de classe?”.

O preconceito em relação à orientação sexual somou 19,2% das respostas, com 7,1% dos entrevistados afirmando que não gostariam de estudar com travestis e 5,3% rejeitando colegas homossexuais. A rejeição a transexuais e transgêneros ficou em 4,4% e 2,5%, respectivamente.

O preconceito contra negros ficou em 0,3% e contra deficientes, 0,6%. Em relação ao caráter comportamental, a maioria dos entrevistados (48,6%) disse que não gostaria de ter um aluno bagunceiro como colega de classe. Em segundo lugar ficaram os alunos “puxa-sacos” dos professores, com 31,7% de rejeição.

A pesquisa deu origem a um livro recém-lançado em conjunto pelo Ministério da Educação, a Organização dos Estados Interamericanos e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

MEC

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Fontes:
O Globo-Pesquisa mostra que homofobia é o preconceito mais comum entre os jovens estudantes brasileiros

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5 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    Agora precisamos de leis que proíbam fobias, medos e conceitos não fundamentados, abrindo o caminho para a ascensão de novos Adolfs, Stalins e Maos. Tudo começa com esses “inocentes” estudos e pesquisas. Além disso o nome ABRAMOVAY é assustador.
    Veja este título do site de VEJA: Pedro Abramovay, o chefão do site Avaaz, e um mimo da esquerda, avisa: “O Brasil é nosso!”
    Muito suspeito este estudo e este sobrenome.

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Os movimentos LGBT XYZ já tentaram insinuar que os que são homofóbicos são “enrustidos” e estão “dentro do armário”. Talvez esse percentual seja dos próprios gays votando contra eles mesmos.

  3. Anselmo Chaves disse:

    Se não existisse lei contra o racismo, que inibiu manifestações de preconceito por parte dos pais e que os filhos imitam (tal é a dependência das crianças em relação às opiniões dos que elas consideram como sendo autoridade, como mostram inúmeros estudos em psicologia)certamente o percentual de preconceituosos em relação a negros seria muito maior. Nesse sentido, se levamos a sério o princípio da igualdade, justifica-se, assim, a necessidade de uma lei contra a homofobia, aliada a políticas públicas de enfrentamento desse preconceito nas escolas. Mas, sendo realista (ou pessimista?), tal não será possível com esse Congresso lotado, com raríssimas exceções, de deputados fundamentalistas, corruptos, intolerantes e preconceituosos, a não ser que as massas os pressionem efetivamente nas ruas, como vem acontecendo atualmente em relação ao picareta-mor da República, eleito pela maioria dos congressistas a presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

  4. Anselmo Chaves disse:

    E não posso deixar de comentar os comentários que precederam os meus.

    Um disse, com ironia, que talvez o percentual apontado de preconceito contra os gays seja dos próprios gays enrustidos, como se os homossexuais fossem culpados pelo preconceito, e todos os heterossexuais fossem, portanto, os únicos tolerantes. Que estratégia discursiva perversa essa jogar a homofobia nas escolas no colo dos gays! Tal comentário expressa o pior tipo de homofobia porque é de um cinismo odioso, pois ele sabe que despreza os homossexuais, sabe que existe desprezo na sociedade aos homossexuais, mas não admite, e diz que a culpa é dos gayz. Nojo!

    Quanto ao segundo comentário, que estúpido achar que leis que proíbam manifestações de preconceito abrem caminho para ascensão de nazistas, fascistas e autoritários, quando é justamente o contrário, uma vez que o nazismo, o fascismo e o autoritarismo alimentam-se justamente de preconceitos. E suspeitar da pesquisa porque um dos pesquisadores tem o sobrenome Abramovay, associando-a ao Pedro Abramovay e a uma conspiração da esquerda para tomar o Brasil (quando, até agora, foi a direita que promoveu golpes e ditaduras por aqui), é de um absurdo tão grande que dá margem para pensar que o autor do comentário sofre de algum distúrbio psiquiátrico ou é de um mal caratismo enorme. Basta ter a integridade intelectual para procurar na internet o currículo da pesquisadora para descobrir que ela é formada em sociologia e ciências da educação pela Universidade de Paris, França (Paris VIII – Vincennes), é Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), é Doutora em ciências da educação pela Université Lumiere Lyon 2 França e pós-Doutoranda da CLACSO, tendo trabalhado e produzido intensamente em torno do tema da violência nas escolas (currículo resumido: http:// ww.miriamabramovay.com/site/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=1&Itemid=4). Insinuar que ela faz parte de uma trama da esquerda para tomar o Brasil é jogar com a ocultação de que quem quer tomar o Brasil, como já fez durante anos em que milhares e milhares de brasileiros passaram fome sem que os políticos tivessem o mínimo de compaixão, é essa direita brasileira homofóbica e achacadora dos bens públicos.

  5. Ludwig Von Drake disse:

    Ironia é palavra em sentido diverso. Como uso o “talvez”, e portanto nada afirmo, trat-se de sutileza. Fique atento.

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