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MEIO AMBIENTE

Ibama barra exploração de petróleo nos corais da Amazônia

Segundo o Ibama, o estudo das empresas apresentou ‘lacunas e incongruências’

Ibama barra exploração de petróleo nos corais da Amazônia
O Greenpeace tem feito uma grande campanha internacional contra a exploração de petróleo no local (Foto: Greenpeace)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Natuais (Ibama) negou, mais uma vez, a exploração de petróleo e gás na Bacia do Foz do Amazonas, onde estão localizados os corais da Amazônia. O órgão expediu dois pareceres técnicos na última segunda-feira, 28, exigindo maiores informações das empresas Total, BP e Queiroz Galvão.

Segundo o Ibama, o Estudo Ambiental de Caráter Regional do local, elaborado pelas empresas, apresenta “lacunas e incongruências que inviabilizam a sua aprovação. No parecer técnico n° 72/2018-COEXP/CGMAC/DILIC, o Ibama fez uma série de solicitações, como identificação de riscos e um plano básico de instalação e perfuração da seção rasa, às empresas envolvidas.

Já no parecer técnico nº 73/2018-COEXP/CGMAC/DILIC, “o corpo técnico do Instituto concluiu que pendências e incertezas identificadas no licenciamento ambiental para exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas impedem o prosseguimento do processo da Total”.

De acordo com o Ibama, a dificuldade na apresentação de um Plano de Emergência Individual (PEI) é um dos impeditivos ao início da exploração do petróleo. Além disso, a falta de um acordo bilateral entre o Brasil e a França relacionado a possíveis ocorrências de derramamento de óleo, também impede a continuidade dos trabalhos. O acordo é necessário, pois, em caso de um acidente, o óleo poderia prejudicar a Guiana Francesa.

Os pareceres técnicos foram encaminhados para as empresas pela diretora de Licenciamento Ambiental, Larissa Amorim. Os blocos, onde ocorreriam a exploração de petróleo, foram adquiridos pelas empresas em 2013, em um leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Acredita-se que a Bacia do Foz do Amazonas armazena até 14 bilhões de barris de petróleo.

Greenpeace contra a exploração

Contrário o trabalho na Bacia do Foz do Amazonas, o Greenpeace organizou uma campanha internacional para tentar impedir a exploração de petróleo na área. De acordo com o órgão, o local tem um bioma único e pouco conhecido, já que apenas 5% das extensão dos Corais da Amazônia são conhecidos.

Como base de sua campanha, o Greenpeace destaca que, em caso de derramamento de óleo no local, “há 30% de chance de óleo atingir o recife. É um risco que não queremos”. Segundo a entidade, as empresas estão visando apenas o lucro, ignorando o risco ambiental.

“O parecer do Ibama é claro ao mostrar que a empresa não apresentou dados que possibilite continuar o processo de licenciamento”, destacou Thiago Almeida, especialista em Energia do Greenpeace Brasil.

 

Fontes:
DW-Ibama barra extração de petróleo em região dos corais da Amazônia

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1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Patético! Tem alguém que combata estes agitadores do Greenpeace? Sei que paralisar o Brasil tem muita popularidade entre os pacóvios. Mas na outra ponta, não se trata de estradas: tudo ocorre na tentativa de impedir que se descubra que na foz do Amazonas existe uma Venezuela inteirinha para nos beneficiar e enriquecer. Meçam os argumentos com a régua da razão: 5% dos corais são conhecidos, e no entanto, os 95% restantes estão ameaçados, justamente porque são DESCONHECIDOS.

    A matéria cita as imbecilidades do Ibama para deter o início da exploração, como a ausência de um acordo bilateral com a França devido ao risco de um acidente ambiental atingir a Guiana Francesa. Dá para acreditar que semelhantes asnices possam estar cristalizadas na mentalidade ambiental? Como se os prejudicados, em qualquer instância, não tivessem instrumentos jurídicos para recorrer.

    Outro risco (de 30%) citado para que continuemos com a gasolina nas alturas, é o óleo atingir os corais, declarados como DESCONHECIDOS, em caso de acidente. 30%! Por 30% de risco vamos ficar sem produção numa das áreas que, por baixo, já se sabe que tem 14 bilhões de barris. E o Greenpeace promete fazer piquete com seu navio nas águas da foz do Amazonas para impedir o RISCO, a possibilidade remota que existe em percentagem maior até ao se atravessar uma rua, de um vazamento contaminar os corais.

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