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PROJETO DE HIDRELÉTRICA

Ibama vai negar licença de usina de São Luiz do Tapajós

Ibama determinou que, além de alagar terra indígena, projeto traz sérios problemas ambientais

Ibama vai negar licença de usina de São Luiz do Tapajós
A Eletrobras planeja construir uma série de usinas no rio Tapajós (Foto: Divulgação/Greenpeace)

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A usina de São Luiz do Tapajós no Pará, o maior projeto de hidrelétrica do país, terá sua licença ambiental negada pelo Ibama, segundo informa o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira, 3.

A comissão de licenciamento do Ibama decidiu negar a licença porque o projeto, além de alagar terra indígena, o que é proibido, não traz soluções para problemas ambientais que surgiram.

Leia mais: Ibama libera construção de Belo Monte

A Eletrobras argumentou que a terra não está homologada e que, por isso, poderia retirar os índios do local do alagamento. No entanto, este argumento não foi aceito. Além disso, os empreendedores não conseguiram apresentar argumentos para provar a viabilidade ambiental da usina.

A licença foi solicitada em 2009. Sem ela, é impossível começar o empreendimento e fazer o leilão para a construção da usina.

Apesar de a Eletrobras, responsável pelo projeto, poder dar início a um novo processo de licenciamento, é improvável que todos os motivos levantados pelo Ibama sejam resolvidos numa nova tentativa.

Agora, só falta a presidente do Ibama, Suely Araújo, assinar o documento que nega a licença.

A Eletrobras planeja construir uma série de usinas no rio Tapajós. A primeira teria o custo estimado de R$ 18 bilhões e poderia gerar 8 mil MW, o que equivale a cerca de dois terços de Belo Monte, a maior hidrelétrica em construção no país.

Fontes:
Folha de S.Paulo-Ibama vai negar licença de hidrelétrica do rio Tapajós, no Pará

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2 Opiniões

  1. Marlene Simarelli disse:

    Com tanto sol neste país, é difícil entender porque se continua insistindo em energia hidrelétrica. É só acompanhar o que está acontecendo com a matriz energética fora do país. Além disso, há outras diversas possibilidades de geração de energia – do lixo aos ventos.
    Está na hora das empresas mudarem seus paradigmas e seus rumos na produção de energia, buscando opções com menores impactos sociais e ambientais que a energia gerada pela água.

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    O Ibama precisa de uma intervenção urgente do governo Temer. Ali dentro se criou as maiores barbaridades CONTRA O BRASIL. A alegação de que terra indígena não pode ser alagada é a primeira, e por si basta para por em suspeição todas as demais alegações do IBAMA. Se não houver uma luta política no país contra o ecofatalismo e o ecomisticismo, vamos ficar engessados como nação, incapazes de crescimento econômico e de melhor infraestrutura no país. As chamadas licenças ambientais não passam de uma chantagem contra o orçamento nacional criada por iluminados guardiães da pureza ambiental, os mesmos que torcem o nariz para o esgoto despejado pelas prefeituras com a maior naturalidade. Terra de índio NÃO PODE ser alagada. Esgoto na nossa praia não tem problema.

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